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domingo, 16 de agosto de 2009

Michael Jackson muçulmano?







Eu resolvi abordar esse assunto porque em um dos meus posts comentei que não acreditava que Michael tivesse se tornado muçulmano. Mas, me informando melhor e analisando as coisas de outra maneira, mudei de idéia a esse respeito. Hoje, digo que acho possível SIM que ele tenha se convertido ao Islã (ou Muçulmanismo). São muitas as evidências de que pode ser verdade.

Primeiro quero deixar claro que não tenho nada contra os muçulmanos e a sua religião. Não tenho nada contra o Muçulmanismo, o Cristianismo, o Judaísmo, o Budismo, o Hinduísmo (incluindo todas as ramificações dessas religiões) ou qualquer outra religião. Acho que todas elas buscam o mesmo Deus e procuram ensinar o amor entre os seres humanos, os seres vivos. Respeito mesmo a todas (mesmo porque eu mesma me considero uma mistura de todas elas - ou muitas delas).

Embora hoje eu não me considere pertencente a uma determinada religião, eu acredito na espiritualidade, num SER superior que cuida de tudo de acordo com suas leis de amor e justiça. E sou terminantemente contra todo tipo de preconceito, e isso inclui o preconceito religioso. Não acredito que Deus selecione pessoas pela religião que ela escolhe, ou seja, pelo caminho que ela segue pra alcançar a salvação, evolução, iluminação, nirvana, enfim...

Tudo isso pra dizer que o motivo de eu ter dito que não achava provável que Michael tivesse se tornado muçulmano não é preconceito contra o Islã. Se Michael se converteu, isso não muda NADA em relação ao meu carinho, admiração e porque não dizer AMOR por ele. Eu também nunca fui Testemunha de Jeová, nem cientologista. Portanto, pouco me importa a religão da qual meus ídolos são seguidores ou simpatizantes.

Eu vi essa notícia no Jornal Nacional (que é uma fonte séria, reconheço), em novembro de 2008 e no momento que ouvi não duvidei. Mas a notícia dizia que ele havia mudado seu nome pra Mikaeel (nome de um anjo de Alah). Porém, quando Michael anunciou sua turnê, percebi que ele não tinha mudado de nome. E quando as pessoa trocam seu nome por questões de conversão ou iniciação religiosa, elas imediatamente começam a usá-lo, a assiná-lo (não em documentos oficiais - a menos que a pessoa tire novos documentos).

Nos anúncios da turnê, promoções e etc estava lá: MICHAEL JACKSON. E isso me fez pensar que talvez ele fosse apenas simpatizante do Islã (e isso eu já sabia que ele era há vários anos) e que pudesse ter participado de alguma cerimônia que confundiram com conversão. Quando vi o atestado de óbito dele, estava lá seu nome de nascimento, do mesmo jeitinho. Bom, ele não mudara de nome oficialmente, legalmente, artisticamente... enfim. Talvez a mudança tenha ocorrido apenas no campo religioso/espiritual. Mas foi isso que me fez duvidar da notícia de sua conversão. O fato de ter saído em tablóides (nada confiáveis) também contribuiu com a dúvida.

Mas... juntei algumas peças:

- A notícia TAMBÉM saiu em fontes sérias.
- Amigos de Michael confirmaram.
- Jermaine Jackson deu a entender que a notícia era verdadeira.
- Fotos de Michael vestido como muçulmano surgiram na imprensa.
- Ele estava mesmo ligado à Nação do Islã (fato confirmado pela assistente/secretária/babá e - ao que tudo indica sua última namorada/amante - Grace Rwaramba e pelo biógrafo Randy Taraborrelli, entre outras pessoas diretamente ligadas ao Michael).
- Michael recebeu apoio dessa facção do Islamismo quando foi acusado de pedofilia pela segunda vez, em 2003. Ele que já já via o Islã com bons olhos, a aceitou. A Nação do Islã é basicamente voltada pra muçulmanos negros.
- Ele morou com os filhos no Bahrein, país onde a maioria das pessoas segue o islamismo sunita (78% da população).
- Ele deu bastante dinheiro pra construção de uma mesquita. E ao que parece Michael não era de dar dinheiro pra religiões a menos que ele pertencesse a elas. Afinal, só contribuiu financeiramente com as Testemunhas de Jeová enquanto fazia parte daquela religião.
- O pai de Michael declarou que seu filho mais famoso iria revelar na época do começo de seus novos shows que havia se convertido ao Islã, assim como Jermaine havia feito muitos anos antes. Embora Joseph Jackson não seja uma pessoa admirável, que eu saiba duas coisas ele não é: ladrão e mentiroso.
- Jermaine sempre teve uma influência sobre o Michael. Ele costumava ouvir este irmão em certas questões. Michael se tornou vegetariano seguindo exemplo de Jermaine, no final dos anos 70 ou comecinho dos 80.
- Fotos de Michael usando uma burca surgiram na internet (ela está aqui, no topo deste post junto com outras fotos de Michael que mostram sua clara ligação ao Islã). Essa foto serviu pra um biógrafo mal intencionado sustentar sua historinha ridícula de que Michael era um tarado gay que saia vestido de mulher à caça de homens.

Sobre este assunto tenho algumas coisas a dizer:


Primeiro: Michael não estava exatamente "vestido de mulher". Ele se vestiu assim pra ir ao deserto. O sol é muito quente lá e todos sabem que Michael tinha problemas com o sol, problemas sérios de pele. Ele cobriu o corpo com uma burca e muitos homens fazem o mesmo quando vão ao deserto.

Segundo: Se todo homem que por qualquer motivo se disfarça de mulher for gay, acho que temos poucos machos no mundo. O político falecido Leonel Brizola fugiu do Brasil vestido de mulher na época da ditadura. Então ele era gay por isso??? Clarooo que não!
Encontrei também uma música cantada por Michael chamada "Give thanks to Alah":
Give thanks to Allah,
for the moon and the stars
prays in all day full,
what is and what was
take hold of your iman
dont givin to shaitan
oh you who believe please give thanks to Allah.
Allahu Ghefor Allahu Rahim Allahu yuhibo el Mohsinin,
hua Khalikhone hua Razikhone whahoa ala kolli sheiin khadir
Allah is Ghefor Allah is Rahim Allah is the one who loves the Mohsinin,
he is a creater, he is a sistainer and he is the one who has power over all.
Give thanks to Allah,
for the moon and the stars
prays in all day full,
what is and what was
take hold of your iman
dont givin to shaitan
oh you who believe please give thanks to Allah.
Allahu Ghefor Allahu Rahim Allahu yuhibo el Mohsinin,
hua Khalikhone hua Razikhone whahoa ala kolli sheiin khadir
Allah is Ghefor Allah is Rahim Allah is the one who loves the Mohsinin,
he is a creater, he is a sistainer and he is the one who has power over all.

Bom... aqui eu tenho, na íntegra, uma entrevista com o irmão de Michael, Jermaine Jackson. Jermaine é muçulmano e não mudou de nome (o que mostra que esta mudança não é obrigatória, mas opcional). Ele também não abandonou a carreira em prol da religião como fez o cantor Cat Stevens, que hoje se chama Yusuf Islam. Outros artistas e esportistas se tornaram muçulmanos, e entre eles alguns mudaram seus nomes, outros não.

Aqui está Jermaine com trajes muçulmanos e logo abaixo, a entrevista de janeiro de 2009 na qual ele fala de sua conversão e também da ligação de Michael com o Islã:



Quando e Como você começou sua jornada na direção do Islã?

Foi em 1989 quando eu, junto com minha irmã, fizemos um tour por alguns países do Oriente Médio. Durante nossa estada em Bahrein nós fomos recebidos calorosamente. Lá eu encontrei algumas crianças e bati um papo com elas. Eu coloquei certas perguntas para eles e elas me fizeram suas perguntas inocentes. Durante o curso dessa interação, elas me perguntaram sobre minha religião. Eu disse a elas, “Eu sou cristão.” Eu perguntei a elas qual era sua religião. Uma onda de serenidade tomou conta delas. Elas responderam em uma única voz: Islã. Eu fiquei abalado interiormente por suas respostas entusiasmadas. Então elas começaram a me falar sobre o Islã e estavam me dando muita informação, considerando suas idades. O tom de suas vozes revelava que elas tinham muito orgulho do Islã. Foi assim que eu comecei a caminhar na direção do Islã.
Uma curta interação com um grupo de crianças no final das contas me levou a ter longas conversas sobre o Islã com eruditos muçulmanos. Uma grande agitação tomou conta do meu pensamento. Eu fiz uma tentativa fracassada para me consolar de que nada tinha acontecido, mas eu não podia mais ocultar de mim mesmo que em meu coração eu tinha me convertido ao Islã. Eu fiz essa revelação primeiro para o amigo da minha família, Qunber Ali. O mesmo Qunber Ali conseguiu me levar a Riyadh, capital da Arábia Saudita. Até aquele momento, eu não sabia muito sobre o Islã. Dali, na companhia de uma família saudita, eu prossegui para Meca para realizar a “Umrah” [Um tipo de peregrinação menor realizada em Meca]. Lá eu tornei público pela primeira vez que eu tinha me tornado muçulmano.

Quais foram os seus sentimentos após proclamar que era muçulmano?
Ao abraçar o Islã, eu senti como se tivesse nascido de novo. Eu encontrei no Islã as respostas que eu não consegui encontrar no Cristianismo. Particularmente, só o Islã me forneceu resposta satisfatória para a questão relacionada ao nascimento de Cristo. Pela primeira vez eu estava convencido sobre a religião em si. Eu oro para que meus familiares possam apreciar esses fatos. A minha família é seguidora daquele culto do Cristianismo que é conhecido como Testemunha de Jeová. De acordo com seu credo, apenas 144.000 homens finalmente se qualificarão para entrar no paraíso. Como assim? Essa sempre foi uma crença desconcertante para mim. Eu fiquei surpreso em saber que a Bíblia foi compilada por muitos homens, particularmente sobre um volume manuscrito pelo Rei James. Eu me pergunto como um homem compila um diretório e depois o atribui a Deus, mas não cumpre totalmente suas instruções. Durante minha estada na Arábia Saudita eu tive a oportunidade de comprar um cassete do outrora cantor pop britânico e atual pregador muçulmano, Yusuf Islam (ex-Cat Stevens). Eu também aprendi muito através dele.

O que aconteceu quando você voltou para os EUA após abraçar o Islã?
Quando eu retornei aos EUA, a mídia americana orquestrou uma propaganda infame contra o Islã e os muçulmanos. As fofocas sobre mim correram soltas e realmente perturbaram o meu sossego. Hollywood estava totalmente determinada a difamar os muçulmanos. Eles estavam sendo retratados como terroristas. Há muitas coisas sobre as quais há consenso entre o Cristianismo e o Islã, e o Alcorão apresenta Cristo como um Profeta virtuoso. Então, eu me pergunto, como a América cristã faz alegações infundadas contra os muçulmanos?
Isso me deixou triste. Eu tomei a decisão de que eu faria o melhor para dissipar a imagem errônea dos muçulmanos, retratada pela mídia americana. Eu não tinha a menor idéia de que a mídia americana não digeriria a notícia de minha aceitação do Islã e faria tamanho alvoroço. Era completamente contra todas as alegações amplamente divulgadas sobre liberdade de expressão e liberdade de consciência. A hipocrisia da sociedade americana ficou bem clara para mim. O Islã me desenredou muitas complicações. De fato, eu passei a pensar em mim mesmo como um ser humano completo, no sentido literal da palavra. Após me tornar muçulmano, eu senti uma enorme mudança em mim. Eu descartei tudo que era proibido no Islã. Isso tornou as coisas difíceis para a minha família também. Em resumo, a família Jackson veio abaixo completamente. Surgiram cartas ameaçadoras, que intensificaram ainda mais as preocupações de minha família.

Que tipo de ameaças?
Bem, elas me diziam que eu tinha alimentado a animosidade da sociedade e cultura americanas, e que ao entrar no Islã eu tinha me privado do direito de conviver com os outros. NÓS faremos a vida se tornar insuportável para você na América, e assim por diante. Mas eu confesso que minha família é liberal. Nós temos tido consideração por todas as religiões. Nosso pais nos ensinaram dessa forma. Portanto, eu posso dizer que a família Jackson desfruta de relações amigáveis com pessoas de quase todas as religiões. É como resultado daquele treinamento que eu tenho sido tolerado por eles até agora.

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(SOBRE MICHAEL:)

Qual foi a reação de seu irmão Michael Jackson?
Eu testemunho o fato de que, até onde eu saiba, Michael Jackson nunca disse nada depreciativo contra os muçulmanos. Suas canções, também, dão uma mensagem de amor pelos outros. Nós aprendemos de nossos pais a amar os outros. Apenas aqueles que têm interesse pessoal fazem alegações contra ele. Se pôde haver um horrível alvoroço contra mim quando eu me tornei muçulmano, por que não pode acontecer o mesmo com Michael Jackson? Mas, até agora, a mídia não o submeteu a críticas severas, embora ele seja ameaçado por estar de alguma forma mais próximo do Islã. Mas quem sabe o que poderia acontecer se Michael Jackson abraçasse o Islã?


Foi dito antes que Michael Jackson era contra os muçulmanos, então houve rumores de que ele tinha se tornado muçulmano. Qual é a verdadeira história?
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Quais são as opiniões dos seus outros familiares a seu respeito?
Quando eu voltei para a América meu irmão já tinha ouvido a notícia de minha conversão ao Islã. Minha mãe é uma mulher religiosa e civilizada. Quando eu cheguei em casa ela me fez apenas uma pergunta, “você tomou essa decisão de forma repentina ou é o resultado de um questionamento longo e profundo?” “Eu decidi após pensar muito a respeito,” eu respondi. Permita-me dizer que nós somos conhecidos como uma família religiosa. O que quer que possuamos, é devido às bênçãos de Deus. Então por que não devemos ser gratos a Ele? É por isso que participamos de forma ativa em instituições de caridade. Nós despachamos medicamentos para países africanos pobres através de avião especial. Durante a guerra da Bósnia, nosso avião estava envolvido no suprimento de auxílio aos afetados. Somos sensíveis a essas coisas porque testemunhamos a mais profunda pobreza. Costumávamos morar em uma casa que tinha uns poucos metros quadrados.

Você alguma vez discutiu sobre o Islã com sua irmã Janet Jackson?
Como outros membros de minha família, a minha conversão repentina ao Islã foi uma grande surpresa para ela. No começo, ela estava preocupada. Ela tinha em sua mente apenas que os muçulmanos são poligâmicos, que eles têm até quatro esposas. Quando eu expliquei essa permissão concedida pelo Islã com referência ao estado atual da sociedade americana, ela ficou satisfeita. É fato que a promiscuidade e a infidelidade são muito comuns na sociedade ocidental. Apesar do fato de serem casados, os homens ocidentais se envolvem em relações extra-conjugais com diversas mulheres. Isso tem causado uma decadência moral devastadora naquela sociedade. O Islã protege a estrutura social dessa destruição.
De acordo com os ensinamentos islâmicos, se um homem é emocionalmente atraído por uma mulher, ele deve dar a essa relação um formato legal e honrado ou então se contentar com apenas uma esposa. Por outro lado, o Islã determinou muitas condições para o segundo casamento, de modo que eu não acho que um muçulmano comum possa atender a essas condições do ponto de vista financeiro. Em torno de 1% dos muçulmanos no mundo islâmico têm mais de uma esposa. Na minha opinião, as mulheres na sociedade islâmica são como uma flor bem protegida que está segura dos olhares penetrantes dos observadores. Enquanto a sociedade ocidental está destituída de visão para apreciar essa sabedoria e filosofia.

Quais são os seus sentimentos espontâneos quando você olha para uma sociedade muçulmana?
Para o interesse maior da humanidade, a sociedade islâmica oferece o lugar mais seguro nesse planeta. Veja o exemplo das mulheres. As mulheres americanas se vestem de uma maneira que tenta os homens ao assédio. Mas isso é impensável em uma sociedade islâmica. Além disso, pecados e vícios correntes têm desfigurado a estrutura moral da sociedade ocidental. Eu acredito que se existe algum lugar onde a humanidade ainda é visível, não pode ser nenhum outro que uma sociedade islâmica. Chegará um tempo em que o mundo será obrigado a aceitar essa realidade.

Qual é a sua opinião sobre a mídia americana?
A mídia americana está sofrendo de contradições. Veja o exemplo de Hollywood. O status de um artista é medido tendo em vista o modelo de seu carro, o padrão do restaurante que ele visita, etc. É a mídia que leva alguém do pó aos céus. Eles não consideram o artista como um ser humano. Mas eu encontrei muitos artistas no Oriente Médio. Eles não têm arrogância.
Veja a CNN e o quanto eles exageram sobre algumas notícias, a ponto de parecer que nada mais aconteceu. As notícias do incêndio nas florestas da Flórida receberam uma ampla cobertura, dando a impressão de que o mundo todo estava em chamas. De fato, uma pequena área foi afetada por aquele incêndio.
Eu estava na África quando uma explosão ocorreu em Oklahoma City. A mídia, sem qualquer prova, começou a mencionar o envolvimento de muçulmanos naquela explosão. Depois descobriu-se que o sabotador era um CRISTÃO!!! Nós podemos chamar essa atitude da mídia americana de ignorância deliberada.

Você consegue manter um elo entre sua personalidade islâmica e a cultura de sua família?
Por que não? Esse elo pode ser mantido para o empreendimento de boas coisas.

Após se tornar muçulmano você encontrou Muhammad Ali?
Muhammad Ali é amigo de nossa família. Eu o encontrei diversas vezes, após abraçar o Islã. Ele tem fornecido orientação muito útil sobre o Islã.

Você visitou a mesquita Shah Faisal em Los Angeles?
Sim, claro! É uma bela mesquita. Eu estou interessado em construir uma mesquita semelhante na área de Falise porque não existem mesquitas nessa área e a comunidade muçulmana não tem recursos suficientes para comprar uma terra para uma mesquita naquela área abastada. Se Deus quiser, eu o farei.
Sem dúvida ela tem financiado livremente os projetos para mesquitas. Mas essa mídia americana não poupa nem mesmo a Arábia Saudita; ela propaga notícias muito estranhas sobre esse país. Quando eu visitei a Arábia Saudita pela primeira vez eu tinha a impressão de que só encontraria habitações de barro e uma rede de comunicações muito pobre. Mas quando eu cheguei lá, para minha grande surpresa, eu encontrei o país mais belo do mundo culturalmente falando.

Quem tem influenciado você, no que diz respeito ao Islã?
Muitas pessoas tem me impressionado. Mas o fato é que me volto primeiro para o Alcorão Sagrado e não corro o risco de ser desviado do caminho. Entretanto, existem muitos eruditos islâmicos de quem se pode ter orgulho. Se Deus quiser, eu planejo ir à Arábia Saudita com minha família para fazer Umrah.

Sua esposa e filhos são muçulmanos também?
Eu tenho sete filhos e duas filhas que, como eu, são totalmente voltados para o Islã. A minha esposa continua estudando o Islã. Ela insiste em ir à Arábia Saudita. Eu confio que, Insh’Allah [se Deus quiser], ela em breve entrará no Islã. Que Deus Todo-Poderoso nos dê coragem e perseverança para permanecer em sua verdadeira religião, o Islã. (Amin)

Observações minhas:

*Esse é o maior problema da maioria das religiões no meu ver: quando uma pessoa pertence uma uma determinada religião, acha que aquela é a "verdadeira religião" ou a " religião de Deus", como se o Pai do Céu tivesse fundado alguma instituição religiosa nessa Terra!

*Jermaine tem razão quanto a isso: se com ele a mídia foi tão dura e ele sofreu preconceitos e ameaças por se tornar muçulmano, imagina então com Michael Jackson! Por isso acredito que Michael possa ter se convertido, mas estava esperando o momento propício pra declarar isso publicamente. Por isso Jermaine não confirmou a conversão do irmão, mas muito menos desmentiu.

*As críticas de Jermaine à imprensa mostram os motivos de a mídia ter dito recentemente que Jermaine teria escrito um livro falando mal de Michael. Na verdade Jermaine jamais escreveu ou falou algo que prejudicasse a reputação do irmão. E isso está claro nesta entrevista em que vemos como ele defendia Michael, mostrando um grande carinho por ele.

*QUE FIQUE BEM CLARO: ESTE POST NÃO TEM O INTUITO DE PROPAGAR O MUÇULMANISMO OU QUALQUER RELIGIÃO. É APENAS A ENTREVISTA QUE REFLETE A OPINIÃO DE JERMAINE JACKSON SOBRE A CRENÇA QUE ESCOLHEU E AS EXPERIÊNCIAS PELAS QUAIS PASSOU APÓS SUA CONVERSÃO. E EU ACHEI JUSTO COLOCÁ-LA AQUI NA ÍNTEGRA, JÁ QUE A ENCONTREI NA ÍNTEGRA.


Quem é ignorante dos serviços da Arábia Saudita para a causa gloriosa do Islã?
No caminho de volta para a América, eu trouxe vários livros da Arábia Saudita. Michael Jackson me pediu alguns desses livros para estudar. Antes disso sua opinião era influenciada pela propaganda da mídia americana contra o Islã e os muçulmanos. Ele não era hostil ao Islã, mas também não tinha uma disposição favorável em relação aos muçulmanos. Mas depois de ler esses livros, ele ficava quieto e não dizia nada contra os muçulmanos. Eu acho que talvez o impacto do estudo do Islã o tenha feito desviar seus interesses de negócios na direção de negociantes muçulmanos. Agora ele tem participação em pé de igualdade com o príncipe bilionário saudita Waleed bin Talal em sua empresa multinacional.

sábado, 25 de julho de 2009

Religião quase impediu lançamento do clipe "Thriller"


Muita gente tem curiosidade em saber qual era a religião de Michael Jackson...

Muito bem... como sua mãe, Katherine Jackson era (e continua sendo) uma devotada Testemunha de Jeová, ele assim como seus irmãos foram todos criados dentro das rígidas regras desta crença.

Até 1984 Michael ainda ia, duas vezes por semana, de porta em porta pregar a Bíblia. Ia disfarçado, afinal já era o maior astro do mundo da música pop, mas cumpria rigorosamente com suas obrigações.

Porém, cada vez mais, ele estava se cansando de sua liberdade limitada. Assim que chegou aos ouvidos dos patricarcas do "Salão do Reino" (como as Testemunhas de Jeová se referem ao seu templo) informações sobre as gravações do video-clipe de "Thriller", no final de 1983, eles procuraram Michael exigindo que ele desistisse de lançá-lo. Michael ficou furioso que houvessem pessoas querendo lhe dizer o que fazer e também se recusou a fazer qualquer pronunciamento repudiando seu próprio trabalho. Então respondeu aos patriarcas: "Eu sei que sou uma pessoa imperfeita. Não estou tentando me passar por anjo". No mesmo momento os eles o ameaçaram de expulsão!

Assustado com a ameaça e com medo de magoar sua mãe, Michael ligou pro seu agente John Branca e deu ordens pra que ele queimasse todas as fitas do vídeo de "Thriller" (que iriam ser lançadas em DVD com making off e tudo). Michael estava decidido a impedir que o mundo conhecesse o clipe mais revolucionário da história dos video-clipes e a jogar fora o milhão de dólares gasto na sua produção.

John Branca desobedeceu Michael, e não jogou nada fora. Mentiu dizendo que tinha feito o que ele havia mandado e esperou que ele se acalmasse. Com Michael mais calmo, John explicou que Lugosi, que interpretara Drácula em filmes de terror também era um homem religioso e que o personagem não tem nada a ver com a vida pessoal do ator que o interpreta. Michael concordou. Então... John revelou que não havia jogado nada fora! Michael não brigou e resolveu lançar "Thriller", mas teria que colocar alguns dizeres na sua introdução pra deixar claro que aquilo era apenas ficção.

O diretor, John Landis, não gostou da idéia, mas quando percebeu que sem os tais dizeres Michael não lançaria mesmo o clipe, acabou concordando...

É por isso que quando assistimos ao vídeo de "Thriller" lemos antes aquela frase: "Em respeito às minhas fortes convicções pessoais, esclareço que esse filme não promove de maneira alguma a crença em fenômenos ocultos. Michael Jackson".

Mas os problemas de Michael com os patriarcas da religião vinham de muito antes de "Thriller" e com o tempo foram se acentuando. Os patriarcas se entrometiam em tudo que ele fazia, fosse na sua carreira ou na sua vida pessoal. Até que, no primeiro semestre 1987, antes do lançamento de "Bad", Michael se desligou oficialmente - e definitivamente da religião de sua mãe e decretou sua saída da congregação.

Ele declarou que daquele momento em diante não era mais uma Testemunha de Jeová e o líder da religião enviou uma nota à imprensa afirmando que a sua Instituição não tinha mais Michael como um membro. Sua mãe ficou muito triste e desgostosa, mas seguindo às regras da sua religião, ela não podia mais falar com Michael sobre este assunto, porque de acordo com esta crença, a partir do momento que alguém deixa a religião por livre e espontânea vontade, essa pessoa deixa de ser assunto deles. E pra eles "abandonar a religião é pior do que ser expulso", é um "pecado" maior, segundo eles.

Como já não tinha mais vínculo com as Testemunhas de Jeová, Michael finalmente pôde apresentar a música "Thriller" nos palcos, ao vivo, como ele queria: com máscara de lobisomem e tudo! Foi o que ele fez em sua primeira turnê-solo (sem os irmãos), que varreu o mundo em 1987 e 1988.

Michael passou a comemorar o Natal a partir de 1993 (o que as Testemunhas de Jeová não fazem) e a se informar sobre as várias crenças sem aderir a nenhuma delas.
Quando se casou com Lisa Marie Presley, que é cientologista (religão que alia ciência, psicologia, budismo e hinduismo) ele se interessou mas nunca se converteu à esta religião. Apenas se permitiu conhecê-la, nada mais.

Também andou flertando com o catolicismo por algumas vezes, tanto é que chegou a enviar um pedido ao Papa João Paulo II pra que este batizasse seus filhos. Mas o Papa, por alguns motivos dogmáticos não pôde atender ao pedido de Michael.

Quando foi acusado de pedofilia pela segunda vez, em 2003, Michael recebeu apoio (e aceitou) de uma organização anti-racismo chamada Nação do Islã. Como precisava mesmo de muito apoio nessa época, ele o aceitou, mas não se sabe até que ponto o islamismo passou a fazer parte da vida de Michael. Sabe-se que seu irmão Jermaine se converteu ao Islamismo há alguns anos. Já sobre Michael não há nada de concreto.

No fim do ano passado deu no Jornal Nacional que Michael havia se tornado muçulmano e que havia mudado seu nome pra Mikael. Mas ele próprio nunca confirmou essa história. Nos anuncios de sua nova turnê (que infelizmente não chegou a acontecer) o nome dele aparece como sempre foi: MICHAEL JACKSON. Assim como em seu atestado de óbito.

Não consta que ele ou seus filhos seguissem qualquer religião, embora ele lhes ensinasse princípios cristãos. Portanto eu (que fique claro, é opinião pessoal) acho pouco provável que Michael tenha se convertido ao Islã.

Assista ao vídeo do primeiro Natal de Michael, presente de Elizabeth Taylor, em Neverland: