Ele brilhou como ninguém...
Botou o mundo aos seus pés...

Conquistou merecidamente a corôa...
e o trono, que são dele PRA SEMPRE...
E NINGUÉM TASCA!!!
Anos 80 - mais precisamente dezembro de 1982: Um cantor-compositor-ator-dançarino magro, alto, negro, extremamente talentoso, criativo, carismático e já muito famoso lança um disco chamado “Thriller”, que logo se transforma em um fenômeno de vendas por todo o mundo.
Com o disco soltando um sucesso atrás do outro nas paradas musicais, a MTV (que até então evitava exibir clipes de cantores negros) se rende e graças a isso sua audiência vai parar nas alturas!
Esse cantor, de apenas 24 anos de idade se chama MICHAEL JACKSON e esse nome ficaria pra sempre gravado em ouro na história da cultura pop mundial!
Ele tem o mundo aos seus pés: faz todo mundo comprar seus discos, cantar suas músicas, lotar seus shows, “explodir” a audiência dos programas de TV em que ele aparece; dita moda, revoluciona a história da dança – com passos ousados como o “moonwalk” (inspirado em danças de rua) por ele imortalizado, e do vídeo-clipe.
Aqui e ali, ele começa a ser chamado de REI DO POP e este “movimento” cresce cada vez mais. Entre fãs, nas ruas, na mídia, pipocam frases como “Ele é o novo REI”, “Se Elvis foi o Rei do Rock, o REI do Pop é Michael Jackson”, “Michael Jackson, maior que Elvis”, “A música pop tem um REI: Michael Jackson”.
Em 1987 surge uma tentativa da mídia em forçar uma rivalidade...
A “RAINHA” E O “RIVAL”:
Com records em vendas de discos entre outros muitos records, feitos inovadores, prêmios e mais prêmios (incluindo vários Grammys, sendo que oito foram ganhos numa mesma noite – em 1984), estrela na Calçada da Fama em Hollywood, e um grau de popularidade a nivel mundial jamais visto antes, MICHAEL JACKSON era de fato e de direito o REI DO POP, e aclamado como tal.
Mas a mídia sempre quer polemizar pra dar ibope e vender jornais e revistas.
Como havia um REI, resolveram procurar uma “rainha” e na época, a cantora de maior destaque era Tina Turner. Lembro de quando ela veio ao Brasil, em janeiro de 1988: a vinda dela tinha sido aguardada com ansiedade e anunciada como “A Rainha do Pop virá Brasil”. Na época do show (que bateu record com um público pagante de 190 mil pessoas no Maracanã e está no “livros dos records” como o maior público de uma artista-solo feminina), o especial “Tina in Rio” foi transmitido em vários países do mundo. Ela era a maior referência feminina, Michael a masculina.
Mas ainda era pouco: não bastava uma “rainha” ao lado do REI, tinham que arranjar alguém pra disputar com ele o trono: Prince!
Pra quem não se lembra, ou não é da época, Prince é um artista quase tão versátil quanto Michael: canta, dança, representa, compõe, produz e ainda é multi-instrumentista. Seu disco de 1987 fez muito sucesso (embora não tenha vendido tanto quanto “Bad”, de Michael), então ele foi considerado um rival à altura.
Prince era visto por muitos como mais um imitador de Michael, e é óbvio que ele foi (e muito) influenciado por ele, embora não assumisse isso (não que eu saiba).
Mas... o tempo mostrou que não havia rivais à altura de Michael, porque Prince e Tina, com o tempo “sumiram”, surgiram outras “rainhas” e candidatos a rivais de Michael, todos fabricados pela mídia... Mas nenhum deles até hoje conseguiu nem chegar perto de Michael em qualidade, talento, feitos, prêmios, vendagem, popularidade e etc.
AGORA É OFICIAL!
Uma frase de Elizabeth Taylor durante seu discurso no AMA de 1989 “oficializou” o que o mundo já sabia; ela disse a seguinte frase: “Michael Jackson é o único que pode receber o título de rei do pop, do rock, do soul...”.
O “título” já existente antes de maneira não-oficial ganhou força e seriedade. Mais do que nunca, a mídia passou a se referir a Michael SEMPRE dessa maneira. Os fãs levavam faixas aos seus shows com os dizeres ‘REI DO POP” e também gritavam essa frase não só durante os shows mas também embaixo das janelas dos hotéis onde Michael se hospedava pelo mundo.
De várias maneiras, através de premiações, referências e etc Michael passou a SER de FATO e de DIREITO o REI DO POP. E nem depois de morto conseguiu ser desbancado (sinceramente, duvido que um dia seja!).
Mas o que muita gente não sabe é que Michael na verdade, não era lá muito fã deste título. Isso porque ele não gostava de categorizar a música. Pra ele “boa música é boa música”. E ele passeava por diversos estilos, sempre muito à vontade.
Michael na verdade reverenciava a Black Music, seus olhos até brilhavam quando ele falava nela. Na visão dele, toda música e toda dança tiveram origem na cultura negra. O berço da civilização? O continente africano.
O hip hop, o rock, o soul, o R&B, o ghospel, o funk e etc... tiveram origem na cultura negra e se tornaram o pop.
Eu li várias entrevistas dele em que em outras palavras, era isso que ele dizia. Não vai ao caso se eu concordo ou não com ele, mas respeito profundamente a opinião do meu ídolo.
O que realmente importa é que por mais que ele se orgulhasse das suas origens e as reverenciasse, ele nunca teve essa coisa de “raça superior”, de se gabar ou se achar melhor do que as outras pessoas por qualquer motivo que fosse. Ele se dizia “dautônico”: não escolhia amigos nem funcionários pela cor da pele, mas pelo caráter e competência.
Michael queria mesmo era UNIR todas as raças, credos, nações... Ele conseguia o que poucos conseguem: enxergar que todos somos iguais, todos irmãos, filhos do mesmo PAI (e MÃE) espiritual.
Dessa forma, ele não separava também a música por estilos. Arte era arte, criatividade era criatividade, e pronto.
Simples assim. Pra ele tudo era assim, muito simples. Os outros é que complicam tudo que diz respeito a Michael Jackson!
Equivocadamente alguns meios de comunicação se referem a Michael como “o auto-proclamado Rei do Pop”! Como auto-proclamado se não foi ele que inventou ou escolheu esse titulo?!
Eis a questão!
REI POR QUÊ?
Hoje em dia tem muitos cantores cobiçando a coroa de Michael e com a MTV a aguçar-lhes as pretensões já acham possível sentarem-se no trono que Michael deixou (fisicamente) vago.
Mas não existe UM nome forte como o de Michael pra preencher o posto que no meu ver NÃO ESTÁ VAGO e NUNCA estará - como Elvis será sempre o REI do rock, Michael será sempre o REI do Pop.
Tem poucos cantores realmente BONS hoje em dia, e entre os poucos que realmente são dotados de talento genuíno nenhum chega a se sobressair em relação aos outros.
Não há aquela quase unanimidade dos tempos em que Michael foi eleito REI pelo público em geral e pelos entendidos de música.
No máximo tem-se prefeitos que conseguem “mandar” cada um na sua cidade. Nem presidentes eles são!
Cada um é uma espécie de “sub-rei” do seu grupo de fãs e nenhum deles se destaca.
Fato é que Michael não se tornou REI por acaso.
Michael foi um revolucionário!
Ele revolucionou a música: misturou todos os ritmos que antes eram “vendidos” separadamente e pra públicos diferentes, unificando-a naquilo que até hoje conhecemos como MÚSICA POP. Trocando em miúdos: Michael CRIOU o pop! Assim como Chuck Berry criou o rock. A diferença é que Michael conseguiu romper a barreira racial e se sentar no trono enquanto Chuck teve que assistir a “coroação” de um outro rei (Elvis Presley) do estilo que ele havia criado!
Michael revolucionou a moda: ousou o que ninguém ousaria! Luva em apenas uma das mãos, sapatos mocassim com meias brancas e calças pretas “pegando frango”, jaquetas militares brilhantes e com detalhes que lembram a realeza de séculos passados, chapéus e máscaras cirúrgicas... Às vezes era uma questão de necessidade e não de estilo, mas seja lá como for, tudo isso junto formou um estilo único de se vestir, o ESTILO MICHAEL JACKSON, o estilo do REI DO POP.
Revolucionou a dança: o mundo parou naquele 25 de março de 1983, pra ver aquele que seria proclamado por ninguém menos que Fred Astaire “O maior dançarino do século”. No palco do show comemorativo dos 25 anos da gravadora Motown, transmitido por emissoras de TV de todo o mundo Michael eternizou seu passo “moonwalk”, deixando todos de queixo caído ao vê-lo deslizar pra trás enquanto aparentemente andava pra frente; em seguida fez seu já famoso rodopio pra depois colocar-se na ponta dos pés. De luva e chapéu (que ele atirou ao ar em mais um gesto característico), com uma jaqueta preta brilhante ele roubou a cena da noite (enquanto cantava seu sucesso "Billie Jean") e entrou pra história, deixando até os maiores dançarinos do mundo abismados a ponto de telefonarem pra ele no dia seguinte (como foram os casos de Fred Astaire e Gene Kelly, ídolos de Michael – que em sua humildade ficou sem palavras diante dos elogios daqueles a quem ele tanto admirava). Naquele momento um recado era dado ao mundo: Michael era o REI DO POP e o título vinha sem uma data de validade!
O mundo parou de novo ao ver no filme “Moonwalker” Michael fazer um outro passo tão ousado e revolucionário quanto este que deu nome ao filme: de repente, no meio da coreografia, ele e seus dançarinos jogam o corpo pra frente sem dobrar a coluna e retornam em seguida à posição anterior (de pé). Quanta gente pelo mundo ficou de nariz quebrado porque tentou imitar e se deu mal! rsrsrsrs Michael desafiava a lei da gravidade em seus passos inovadores. Isso também lhe assegurou a coroa.
Michael também revolucionou a televisão e a maneira de se divulgar uma nova música: INVENTOU o vídeo-clipe e depois o transformou em curta-metragem! Antes, nos anos 60 e 70, existiam os promos. O artista era gravado cantado em um cenário qualquer, muitas vezes apenas dublava a música e aquele vídeo era exibido nos veículos de comunicação. Temos dois “promos” famosos de Michael em sua carreira-solo: “Rock with you” e “She’s out of my life”, ambos de 1979. Mas já naquela época, ele vinha dando sinais de que isso era muito pouco pra ele. Para divulgar “Don’t stop ‘till get enough”, também de 1979 foi feito algo que já podemos chamar de vídeo-clipe: efeitos, luzes e “três Michaels” num efeito especial bastante inovador praquela época.
No começo de 1983, com o sucesso estrondoso de “Billie Jean” e “Beat It” mais inovação nos clipes: efeitos, histórias (com começo, meio e fim – como ele gostava) e coreografias pra lá de criativas! Essa maneira de se apresentar, cantando, dançando e representando ao mesmo tempo consagrada por Michael prevalece até os dias de hoje, e sem isso a MTV com certeza não seria “isso tudo” que ela é! Mas não satisfeito em transformar os velhos e paradões promos em clipes, Michael faria, ainda no mesmo ano de 1983, uma nova e ainda mais significativa transformação: os clipes virariam curta-metragens.
E foi com “Thriller” que ele fez isso. Uma historia de terror, com começo, meio e fim, contada em meio a uma apresentação reeditada da música homônima, acompanhada por efeitos especiais impressionantes e uma coreografia de arrasar e 13 minutos de duração! Diferentemente dos clipes anteriores de Michael, em Thriller havia diálogos, como em um filme, o que faz dele de fato, um curta-metragem de terror.
Toda essa revolução sem precedentes feitas por Michael na cultura Pop, na indústria fonográfica, e no cenário artístico em geral, torna seu trono e sua coroa, mais do que merecidos, porque não vieram de graça, foram conquistados de uma maneira muito natural e por seus próprios méritos.
REI DE QUÊ?
Ok... já sabemos. Michael Jackson foi, é, e sempre será o REI DO POP. Isso resume a importância dele no mundo do showbusiness. Mas... isso significa muito mais do que aparenta.
O Pop é algo muito abrangente! O que é pop, afinal?
POP é abreviação da palavra “popular”: aquilo que alcança as massas, que cai no gosto do povo, que une pessoas diferentes, que faz muito sucesso, que dá ibope, que vende.
Quando o POP é de qualidade ele é duradouro e se torna imortal. Aquilo é que é Pop é o que não é restrito a um só grupo de pessoas, não é “elitizado” ou direcionado e esse conceito foi criado por Michael Jackson. O pop junta, não separa.
Falando especificamente da MÚSICA POP, ela engloba o rock, o soul, o R&B, o funk, o country, o rap, o hip hop, o techno, etc. Pop é tudo isso junto, podendo estar até mesmo num mesmo disco, ou misturados numa mesma música! O que é “Beat It” de Michael Jackson, por exemplo? “Pura música pop de altíssima qualidade”, dirão muitos. Sim... mas ela é rock, misturado com R&B, não é? O que é “Black or White”? “Pop-rock com hip hop no meio” é uma descrição aceitável! rsrsrsrs Enfim, isso é POP!
E se o Pop engloba o rock é porque é maior que ele, não?... O rock é pop (não incluo aí o “Heavy Metal”, que não alcança um público tão abrangente – e eles preferem assim, então tá). Mas o pop não é rock – não necessariamente, podendo também sê-lo, da mesma forma que pode ser rap, funk (me refiro ao bom e verdadeiro funk, não a esse lixo que temos por aqui) e etc.
Ouso dizer então, seguindo essa minha linha de raciocínio que o Rei do Rock é subordinado ao Rei do Pop!
Ainda mais que o Rei do Pop é Michael, um dos artistas mais versáteis do planeta, senão O mais versátil.
Michael Jackson era cantor, compositor, ator, publicitário, escritor, produtor, diretor, dançarino, coreógrafo, instrumentista, desenhista, poeta, estilista e empresário.
É pouco??? rsrsrsrsrs Não é pra qualquer um não!!!
Por isso acho que o título de REI DO POP, por mais abrangente que seja, ainda é pouco pra ele.
Ele também é de fato:
REI DA MÚSICA.
REI DAS ARTES.
REI DO VIDEO-CLIPE.
REI DO CURTA-METRAGEM.
REI DA DANÇA.
REI DA GENEROSIDADE.
Bom... ele merece ser reconhecido como REI de muitas coisas!
Quem lembrar de mais alguma corôa pra colocarmos nele, é só falar aqui!
Pra finalizar deixo uma frase citada pela leitora deste blog Bárbara e dita por alguém que soube muito bem definir nosso ídolo:
“SÓ EXISTE UM SOL, UMA LUA E SÓ EXISTE UM MICHAEL JACKSON”.
*Se alguém souber quem é o autor da frase, fala pra gente, tá?
Obrigada desde já...







