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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

We Are The World!


COMPOSIÇÃO: Michael Jackson e Lionel Richie.

LETRA:
(Lionel Richie & Stevie Wonder)
When the world must come together as one

(Stevie Wonder)
There are people dying

(Paul Simon)
And it's time to lend a hand to life

(Paul Simon & Kenny Rogers)
The greatest gift of all

(Kenny Rogers)
We can't go on pretending day by day

(James Ingram)
That someone, somewhere will soon make a change

(Tina Turner)
We are all part of God's great big family

(Billy Joel)
And the truth, you know, love is all we need

Chorus:
(Michael Jackson)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Diana Ross)
There's a choice were making
Were saving our own lives

(Michael & Diana Ross)
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Dionne Warwick)
Send them your heart
So they'll know that someone cares

(Dionne Warwick & Willie Nelson)
And their lives will be stronger and free

(Willie Nelson)
As God has shown us by turning stones to bread

(Al Jarreau)
And so we all must lend a helping hand

(Bruce Springsteen)
We are the world, we are the children
(Kenny Logins)
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Steve Perry)
There's a choice were making
Were saving our own lives

(Daryl Hall)
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Michael Jackson)
When youre down and out, there seems no hope at all

(Huey Lewis)
But if you just believe there's no way we can fall

(Cyndi Lauper)
Well, well, well, well let us realize that a change can only come

(Kim Carnes)
When we

(Kim Carnes & Cyndi Lauper &Huey Lewis)
stand together as one

(Chorus)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

There's a choice were making
Were saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Bob Dylan)
Theres a choice were making
Were saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Chorus)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives

(Bob Dylan)
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Chorus)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Ray Charles)
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Stevie Wonder & Bruce Springsteen)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Stevie Wonder)
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Stevie Wonder & Bruce Springsteen)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Bruce Springsteen)
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Chorus)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

(James Ingram)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving

(Ray Charles)
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me

(Chorus)
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me
TRADUÇÃO:
Haverá um tempo em que ouviremos um chamado
Quando o mundo deverá se juntar como um só
Há pessoas morrendo
E é tempo de emprestar uma mão para a vida
Esse é o maior presente de todos

Nós não podemos continuar fingindo todos os dias
Que alguém, em algum lugar, irá em breve fazer a diferença
Nós somos todos parte da grande família de deus
E a verdade, você sabe
Amor é tudo o que precisamos

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que criamos um dia mais brilhante
Então vamos começar doando
É uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade que nós vamos criar um dia melhor
Só você e eu

Envie a eles seu coração, então eles saberão que alguém se importa
E suas vidas serão mais fortes e livres
Assim como deus nos mostrou transformando pedras em pão
Então todos devemos dar uma mão para ajudar

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que criamos um dia mais brilhante
Então vamos começar doando
É uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade que nós vamos criar um dia melhor
Só você e eu

Quando você está pra baixo, parece que não há esperança
Mas se você simplesmente acreditar que não há chance, nós poderemos cair
Deixe-nos mostrar que uma chance só pode vir
Quando ficarmos todos juntos como um
(Lionel Richie)
There comes a time when we hear a certain call

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que criamos um dia mais brilhante
Então vamos começar doando
É uma escolha que estamos fazendo
Estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade que nós vamos criar um dia melhor
Só você e eu
O NASCIMENTO DE UM HINO: Em janeiro de 1985 Michael Jackson estava envolvido com um projeto muito sério e muito bonito organizado por Harry Belafonte com o objetivo de combater a fome na Etiópia. Harry queria reunir os maiores nomes da música na época pra juntos gravarem uma música a ser lançada em um disco com renda destinada a recém-criada organização “USA for África”.

Quando foi convidado pra participar do projeto Michael não só garantiu sua presença como também se comprometeu em compor a música da campanha.
Foi assim que em parceria com Lionel Richie (que durante uma semana foi todas as noites à casa de Michael, “Hayvenhurst” pra trabalharem juntos na composição da música), Michael criou a linda “We are the World”. Segundo LaToya, que viu os dois trabalharem, Michael compôs a maior parte da música e escreveu 99% da letra, mas “ele nunca achou necessário dizer isso”.



A CONSTELAÇÃO DAS MAIS BRILHANTES ESTRELAS:


Enquanto eles compunham a música, Ken Kragen tratou de reunir o elenco de superstars, entre eles Bruce Springsteen, Tina Turner, Bette Midler, Billy Joel, Ray Charles, Diana Ross, Dionne Warwick, Steve Wonder, Cyndi Lauper, Willy Nelson, Bob Dylan, Paul Simon, Kim Carnes e muitos outros. Foram 45 artistas no total.


50 artistas tiveram que ser riscados da lista pra que o projeto não ficasse inadministrável . Vários irmãos de Michael também participaram: LaToya, Marlon, Tito, Jackie e Randy. Eles foram convidados pelo próprio Michael que fez o pedido à LaToya pra que participassem do projeto. O cantor Prince foi convidado e aceitou participar. Ele cedeu uma de suas músicas pro disco, mas na hora da gravação de “We are the World” ele simplesmente não compareceu. Ligou às seis horas da manhã quando o trabalho já estava terminando e disse que gostaria de fazer um trecho de guitarra. Mas Quincy Jones (produtor de Michael e diretor do projeto) disse a ele que já era tarde demais. Quincy deu um tempo do filme “A Cor Púrpura”, que estava produzindo, pra cuidar junto com Tom Bahler da produção e dos arranjos da música “We are the World”, que ficou pronta no dia 21 de janeiro (apenas um dia antes de sua gravação, que aconteceu junto com a gravação do vídeo - com os artistas reunidos).

A NOITE DA GRAVAÇÃO:

Na foto acima temos os autores da música "We are the World" Michael Jackson e Lionel Richie, dando os últimos retoques em sua obra antes de ser gravada.



Na foto acima vemos, da esquerda pra direita: Willy Nelson, Lionel Rithie, Bob Dylan, Tina Turner, Bruce Springsteen (atrás), Cyndi Lauper e Michael Jackson (na frente).

A gravação da música e do vídeo aconteceu no dia 22 de janeiro de 1985 (um dia depois da canção ficar pronta). Como a premiação do American Music Awards tinha acontecido naquela mesma noite, muitos artistas foram direto da festa pro estúdio de gravação. Quando chegaram, deram de cara com uma placa que dizia: “Por favor, deixem seus egos do lado de fora”. E fez efeito porque realmente não houve estrelismos da parte de ninguém.

Paul Simon comentou na época que esperava ver demonstrações de vaidade, afinal com um time daquele de celebridades, seria natural que acontecesse algo do tipo. Mas não houve nada disso, em momento algum. Palavras de Paul: “Eu esperava mais demonstrações de vaidade. Sabe, ‘o da luva’ encontra ‘o chefe’ e coisa assim, mas não houve nada disso”.


OBS: Lembro que foi dito que Michael Jackson só apareceu em cima da hora e que não falou com ninguém e nem chegou a estar com o restante dos artistas a não ser na hora das fotos. Disseram também que ele não havia tirado os óculos escuros em momento algum e que havia gravado separado sua parte. Essa é mais uma mentira que venho derrubar neste blog através de provas reais.

Qual é a verdade?
É essa: Michael Jackson chegou na hora certa. Às dez horas da noite, ele estava lá quando Ken Kragen discursou sobre a importância do projeto e o destino da renda arrecadada. Bob Geldof falou sobre suas viagens à Etiópia e duas etíopes, levadas por Steve Wonder falaram dos sofrimentos existentes em seu país. Foi aí que chegou a vez de Michael falar sobre a música. Ele se dirigiu aos artistas e com seu jeitinho tímido e encantador, falou (mais uma vez mostrando seu forte sentimento em relação ao continente de seus antepassados) sobre a música que ele e Lionel Richie haviam composto. Ele se referiu a ela como “uma canção de amor para inspirar preocupação por um lugar distante, mas perto de casa”. Foi Michael também que ensinou a melodia e a letra aos cantores (a maioria tinha recebido fitas-demo com a música na voz de Michael) e completou os arranjos vocais com eles. Ele apenas gravou em separado a parte de seu primeiro solo além da tomada em que aparecem seus pés e a câmara vai subindo até chegar em seu rosto. Não se sabe o motivo disso, mas o mais provável é que tenha sido mesmo por timidez. Na presença de muitos artistas talvez ele não se soltasse tanto pra fazer a coisa de seu jeito. Michael não era tímido no palco cantando pra uma multidão de fãs, mas um estúdio cheio de artistas, sendo que a maioria deles ele estava vendo pela primeira vez com certeza era um grande motivo pra deixá-lo encabulado. Aqui estão vídeos que mostram os bastidores da gravação (infelizmente não encontrei com legendas em português, mas se encontrar substituo-os, ok?). Vemos que Michael esteve o tempo todo presente. Humilde, discreto, calmo, simpático. Falando com todos, colaborando da melhor maneira, esperando pacientemente o momento de gravar... E ele tirou os óculos escuros, sim. Inclusive no encarte do disco tem fotos dele SEM os óculos.Mas como ele era tímido, há momentos em que o vemos fugindo da câmera, como no primeiro vídeo, logo abaixo: A HISTÓRIA POR TRÁS DA MÚSICA Parte 1:


Parte 2:




O LANÇAMENTO DO DISCO
:


Lançado no dia 7 de março de 1985, o disco foi um imenso sucesso. Vendeu 800 mil cópias em três dias e a música “We are the Wolrd” ficou durante um mês em primeiro lugar nas paradas dos EUA. O clipe era exibido repetidas vezes em todo o mundo, em diversos programas de todas as emissoras de TV! As outras faixas do LP, além do tema principal “We are the World” são:

“Good for nothing” (Chicago). “Trouble in Paradise” ( Huey Lewis & The News) “If Only for the Moment, Girl” (Steve Perry) “Just a little closer” (The Pointer Sisters) “4 the Tears in your Eyes” (Prince & The Revolution) “A Little More Love” (Kenny Rogers) “Trapped” (Bruce Springsteen & Street Band) “Tears Are Not Enough” (Northern Lights)
"Total Control" (Tina Turner)
Essa última música foi gravada por vários artistas canadenses reunidos, como Bryan Adams, Neil Young e outros).

OBS: Gente, eu não copiei tudo isso da net não, viu? Estou com meu velho LP aqui na minha frente e copiei os nomes das músicas e dos cantores diretamente dele. Aiii, que saudade!... Esse disco vendeu no total quatro milhões de cópias pelo mundo e arrecadou cerca de oito milhões de dólares pro fundo “USA for África”.
Mais um grande feito (grande em todos os aspectos) do Rei do Pop MICHAEL JACKSON. O Rei da generosidade!


domingo, 4 de outubro de 2009

Top 20 - CLIPES: Remember the Time (8ª posição)

Esse clipe é perfeito! Super criativo, mágico, surpreendente. Música e coreografias perfeitas, figurinos e cenários de arrasar!

A história é muito interessante, ainda mais que se passa no Egito. Uma coisa que esse clipe vem nos lembrar é que o Egito fica na África e que os egípcios são negros.

O preconceito e o domínio da raça branca que sempre preferiu retratar Jesus Cristo (que era judeu) como um homem louro de olhos azuis fez o cinema imortalizar a branquíssima Elizabeth Taylor e seus olhos azul-violeta como Cleópatra!

Mais uma vez Michael derrubou a ilusão pra mostrar a verdade em um lindo clipe onde contratou apenas dançarinos, modelos, atores e esportistas negros.

Na época o clipe recebeu muitos elogios e uma crítica: disseram que Michael "deu um beijo desajeitado em Ímã". Bom... discordo totalmente porque quem está desajeitada na cena é ela (por causa daquele "chapéu" enorme e pesado) e não ele.

Mas chega de escrever e vamos ao que interessa que é o clipe! A tela não está com uma boa abertura porque os vídeos que achei no youtube desse clipe com uma tela mais ampla estão com a incorporação desativada! Uma pena, mas... fazer o que, né?

REMEMBER THE TIME:


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um Negro Consciente - Capítulo Final: Michael e a África


Foto: Michael sendo coroado Rei de uma tribo africana em 1992.

A história da ligação de Michael Jackson com o continente africano é maior e mais intensa do que muitas pessoas imaginam. Ela não se resume ao sangue africano que lhe corria nas veias desde o momento em que nasceu até o momento em que deixou este planeta. Essa ligação ia além do físico e atingia o lado emocional através do fator identificação. A primeira vez que Michael pisou na África foi em 1974. Michael era um adolescente e esteve com seus irmãos em Dakah, Senegal. Ele ficou fascinado por aquele lugar, a afinidade foi imediata. Veja o que Michael disse a esse respeito numa entrevista que concedeu na época:

“Quando descemos do avião na África, fomos cumprimentados por uma longa fila de bailarinos africanos. Os seus tambores e os sons encheram o ar do ritmo. Eu fiquei maluco, eu gritava: ‘Muito bem! Eles têm ritmo... É isso! É de onde venho. A origem’."

Desde então um laço muito forte se formou e uma das metas de vida de Michael passou a ser ajudar aquele continente do qual mais do que nunca, ele se sentia filho.

Em janeiro de 1985, Michael foi chamado para participar do projeto USA For África, criado com o objetivo de arrecadar fundos para aliviar a miséria em várias países africanos (como a Etiópia) enviando alimentos, remédios e outros benefícios necessários; projeto comandado por Harry Belafonte. Ele não pensou duas vezes: a resposta foi “sim”. E ele garantiu que não apenas participaria como também ajudaria a compor uma canção-tema da campanha.

E assim foi feito: Michael Jackson, em parceria com Lionel Richie compuseram a belíssima “We are the world”. De acordo com o que a irmã de Michael, LaToya, contou ao biógrafo J. Randy Taraborrelli, Lionel na verdade compôs apenas algumas partes da melodia e 99% da letra foi escrita por Michael, mas ele nunca fez questão de dizer isso.

No dia da gravação, no estúdio onde se reuniram os maiores e mais prestigiados artistas da música daquela época, Michael, timidamente se dirigiu a eles para falar sobre a música que juntos iam gravar:
“É uma canção de amor para inspirar preocupação por um lugar distante, mas perto de casa”.
Essa frase mostra mais uma vez como Michael se sentia em relação à África.

Com Michael (que já era o maior astro do mundo) à frente, a campanha foi um sucesso total e arrecadou muito dinheiro pra ajudar as vítimas da fome nos países africanos.

Em 1992, quando chegou à África durante a turnê do álbum Dangerous, Michael foi recebido pelos seus fãs africanos no aeroporto com uma faixa que dizia: “Welcome home” (bem vindo ao lar).

Mas ele também queria conhecer suas origens e visitou a tribo Anyi, na Costa do Marfim. Os chefes da tribo consultaram os astros e descobriram que Michael era descendente dos antigos líderes da tribo, seus reis. Ele então, resolveu consultar a “arquitetura de seu DNA” e teve a confirmação que buscava: ele realmente pertencia à dinastia daquela tribo.

Michael foi coroado como um Rei daquela tribo, e ganhou um nome: Príncipe Michael Amalaman Anohin.

Quando Michael faleceu, os chefes da tribo queriam levar seu corpo para a África pra realizaram seu funeral de acordo com suas tradições. Com o pedido obviamente negado, eles velaram seu espírito em uma cerimônia realizada em um campo de futebol.

Eles acreditavam que Michael um dia iria governá-los. Segundo Emmanuel Kassy Kofi, membro da tribo, Michael os protegeu por 17 anos, desde sua coroação.

Aqui está um trecho da entrevista que Michael concedeu à Revista Ebony, na época em que o evento ocorreu, em 1992:

EBONY/JET: Você tem algum sentimento especial a respeito deste seu retorno ao continente da África?

MICHAEL: Para mim é como "o berço da civilização." É o primeiro lugar onde a sociedade existiu. Ele (o continente) viu muito amor. Acho que há essa conexão porque ele é a raiz de todo o ritmo. Tudo. It’s home.
(obs: fica difícil traduzir isso ao pé da letra, mas acho que dá pra perceber que Michael está chamando a África de “lar”).

EBONY/JET: Você visitou a África em 1974. Você pode comparar e contrastar as duas visitas?

MICHAEL: Sou mais consciente das coisas desta vez: a pessoas e como eles vivem e o seu governo. Mas para mim, sou mais consciente dos ritmos, a música, as pessoas. Isso é o que eu tenho percebido mais do que qualquer coisa. Os ritmos são incríveis. Você pode falar especialmente da maneira como as crianças se movem. Até mesmo os bebês pequenos, quando eles ouvem os tambores, eles começam a se mexer. O ritmo, o modo como ele afeta suas almas e eles começam a se mexer. É a mesma coisa que os negros têm na América.

EBONY/JET: Como se sente sendo um verdadeiro rei?

MICHAEL: Eu tento nunca pensar muito nisso porque não quero que isso suba à minha cabeça. Mas é uma grande honra.

Ter “sangue real” não é pra qualquer um. E Michael, mesmo sabendo disso, não perdeu a humildade.

Em 1997, Michael esteve na África do Sul pra realizar um show da turnê HIStory onde se apresentou para 47 mil pessoas no estádio de Joanesburgo. Depois ele foi a uma cerimônia onde se tornou membro honorário da tribo africana Bafokeng Ka Bakwena (Povo do Crocodilo). Essa é uma das tribos mais ricas do país porque eles possuem a segunda maior reserva de platina do mundo. Michael, de braço dado com Lisa Presley (de quem já estava divorciado!) desfilou em meio aos nativos, cumprimentado a todos, sorridente. Seus pais Katherine e Joseph, que estavam lá com Michael, também receberam certificados de “cidadania”.

Em 2002, Michael novamente visitou a África e foi recebido e festejado pelos nativos como um verdadeiro rei.

Michael esteve na África outras vezes e sempre apoiou as questões ligadas à raça negra e sua cultura. Sempre esteve ao lado de personalidades como Nelson Mandela (veja a foto abaixo).




A forte ligação de Michael com a África também pode ser percebida no seu trabalho. Vou citar alguns:

No álbum “Thriller” de 1982, ouvimos no final da música “Wanna be startin’ somethin’” um coro cantando “ma ma se ma ma sa ma ma coo sa”, uma canção que foi primeiramente usada pelo saxofonista camaronês Manu Dibango, que invadiu o mercado americano em 1973 com a música “Sou Makossa”. Esta canção de Manu, foi um grande sucesso nos continentes africano, europeu e americano.

No álbum “Bad” de 1987 temos a música Liberian Girl, que significa “Garota Liberiana” (liberiano é o mesmo que natural da Libéria, país africano). A música é bela, delicada e Michael a ofereceu à Elizabeth Taylor, assim como em seu clipe reuniu diversos amigos a quem queria homenagear.

Mas a inspiração veio de novo, da África. A introdução da música é uma frase em um idioma africano (provavelmente liberiano), onde uma voz de mulher recita: “Naku penda piya, Naku taka piya, Mpenziwe”, que significa: “Eu amo você também, eu quero você também, meu amor”.

No filme “Moonwalker”, de 1988 vemos no final, um grupo de cantores negros cantando uma música em algum dialeto africano enquanto dançam uma coreografia bem típica de seu continente.

No clipe de “Black or White”, Michael aparece dançando com todos os grupos raciais, inclusive com uma tribo Africana.

Nos clipes de Michael sempre vemos artistas negros, inclusive africanos como a modelo Ímã por exemplo. Por falar nisso as musas de Michael são na maioria de seus clipes, negras, como em “Thriller”, “Smooth Criminal”, “Remember the time” (Ímã), “In the Closet” (Naomi Campbell), “Blood on the dance floor” e “You rock my world”. Isso sem falar em “The way you make me feel”, em que a musa é mestiça.

Numa entrevista que deu à Diane Sawyer em 1995, juntamente com sua esposa na época, Lisa Marie Presley, Michael disse que tinha vontade de se mudar pra algum outro país, como a África do Sul.

Michael também foi um dos artistas (senão o artista) que mais contribuíram financeiramente com o combate à fome e à miséria na África, e também com diversos movimentos negros (por exemplo: em 1984 doou todo o seu dinheiro recebido com a “Turnê da Vitória” pra três instituições de caridade, dentre elas o Fundo Universitário para os Negros).

Enfim... como se pode ver, Michael Jackson jamais negou seu sangue, sua raça, sua origem. Pelo contrário: sempre se orgulhou de ser negro, de descender de africanos e de toda a cultura e história da raça negra.

Michael foi um negro consciente, durante toda a sua vida. Consciente de sua etnia, de suas raízes, de seu papel na sociedade e no mundo. A pessoa que disser que ele não tinha a chamada “consciência negra”, ou está mentindo ou então é muito mal informada a respeito desse mito da música mundial.

Ele conseguiu romper as barreiras raciais e fez o mundo conhecer, respeitar e se importar com o continente que ele chamava de “lar” e que considerava como “o berço da civilização” – a ÁFRICA.