Vocês provavelmente não estão surpresos em ouvir que eu não tive uma infância idílica. A tensão que existe na minha relação com meu pai é bem documentada. Meu pai é um homem duro, e pressionou bastante a mim e a meus irmãos, desde a tenra idade, para sermos os melhores artistas que pudéssemos ser.
Ele tinha muita dificuldade em mostrar afeição. Ele nunca disse que me amava de verdade. E também nunca me elogiava. Se eu fizesse um grande show, ele dizia que era um bom show. E se eu fizesse um show legal, ele me dizia que tinha sido um show muito ruim. Ele parecia tentar acima de tudo fazer de nós um sucesso comercial. E nisso era mais do que adepto.
Meu pai era um empresário genial e meus irmãos e eu devemos nosso sucesso profissional em uma medida menor à forma dura com que ele nos pressionou. Ele me treinou como um showman e, sob a orientação dele, eu não poderia cometer erro algum.
Mas o que eu realmente queria era um pai. Eu queria um pai que me mostrasse amor. E o meu pai nunca fez isso. Ele nunca disse, "Eu amo você" me olhando nos olhos, ele nunca brincou comigo, nunca me carregou nas costas, nunca jogou um travesseiro em mim.
Mas eu me lembro uma vez quando eu tinha mais ou menos quatro anos de idade que houve um pequeno carnaval e ele me pegou e me pôs em cima de um pônei. Foi um gesto pequeno, provavelmente algo que ele tenha esquecido cinco minutos depois. Mas por causa desse momento, eu tenho um lugar especial em meu coração para ele. Por que é assim que as crianças são. As pequenas coisas significam muito para elas, e para mim, esse momento especial significou tudo. Eu só tive essa experiência única, mas me fez realmente sentir muito diferentemente com relação a ele e ao mundo.
Mas agora eu também sou pai, e um dia eu estava pensando em meus filhos Prince e Paris, e em como eu queria que eles pensassem em mim quando crescessem. Para ter certeza, eu gostaria que eles se lembrassem do quanto eu os quis comigo em qualquer lugar que eu fosse, no quanto eu queria tentava colocá-los em primeiro lugar, incluindo meus álbuns e meus concertos.
Mas também há desafios na vida deles. Pois meus filhos são perseguidos por paparazzi, eles não podem sempre ir a um parque ou cinema comigo. Então, e se quando eles crescerem e se sentirem ressentidos comigo e pelas escolhas que fiz e que afetaram a juventude deles? "Por que não tivemos uma infância comum como todas as outras crianças?" Eles podem perguntar.
No momento, eu rezo para que meus filhos me dêem o benefício da dúvida. Que eles digam, "Nosso papai fez o que pôde para nos o melhor nas circunstâncias únicas que ele enfrentou. Ele pode não ter sido perfeito, mas ele foi um homem amoroso e decente que tentou nos dar todo o amor do mundo!"
Eu espero que eles sempre foquem nas coisas positivas, nos sacrifícios que eu dispostamente fiz por eles, e não criticar as circunstâncias sacrificantes que podem ter sido colocadas sobre eles pelos erros que eu tenha cometido e que certamente continuarei cometendo enquanto os crio. Pois todos nós fomos um dia filhos de alguém e sabemos que apesar dos melhores planos e esforços, erros continuarão ocorrendo. Isso é ser humano.
E quando eu penso nisso, no quanto eu espero que meus filhos não me julguem de uma forma desfavorável, e que perdoem minhas ausências, e sou forçado a pensar em meu próprio pai, e apesar de parte de mim ter negado isso por anos eu tenho que admitir que ele deve ter me amado. E ele me amou, e eu sei disso.
Havia pequenas coisas que mostravam isso. Quando eu era um garoto eu adorava doces - todos nós adorávamos. Minha comida favorita eram donuts brilhantes, e meu pai sabia disso. Então, toda semana eu descia de manhã e na cozinha havia um saco cheio deles - sem notas, sem explicações - apenas os donuts. Era como presente do Papai Noel. Às vezes, eu pensava em ficar acordado até mais tarde só para vê-lo colocando-os lá, como um Papai Noel; eu não queria arruinar a magia, por medo de que nunca mais acontecesse de novo.
Meu pai tinha que deixá-los ali de noite para que ninguém o visse fazê-lo. Ele tinha medo das emoções humanas, ele não entendia ou sabia como lidar com elas. Mas sabia sobre os donuts.
E quando eu abri minha memória outras lembranças apareceram rápido, lembranças de outros pequenos gestos, no entanto eram incompletas, mas mostravam que ele fez o que ele podia.
Então essa noite, em vez de focar nas coisas que meu pai não fez, eu quero focar nas coisas que ele fez, e em seus desafios pessoais. Eu quero parar de julgá-lo.
Eu comecei a refletir no fato de que meu pai cresceu no Sul, numa família muito pobre. Ele cresceu durante a época da Depressão, e seu próprio pai, que se esforçou para alimentar seus filhos, mostrou pouca afeição por sua família e criou meu pai e meus tios com punho de aço. Quem poderia imaginar como era ser criado por um negro pobre no Sul, roubado de sua dignidade, privado de esperança, batalhando para se tornar um homem num mundo que via meu pai como um subordinado.
Eu fui o primeiro artista negro a estrelar na MTV e eu lembro como isso era grande, e ainda o é. E foi nos anos 80!
Meu pai se mudou para Indiana e tinha uma família grande, trabalhando longas horas como metalúrgico, um trabalho que adoece os pulmões e torna o espírito humilde, tudo para sustentar sua família. Será que dá para entender o quanto ele achou difícil expôr seus sentimentos? Seria mistério que ele tenha endurecido seu coração, que ele erguido muralhas emocionais? Que outra escolha um homem tem quando sua vida é uma batalha a ser vivida? E o mais importante, seria difícil imaginar o porque dele ter pressionado tanto seus filhos para serem artistas bem sucedidos para que pudessem serem poupados de uma vida que ele sabia ser de indignidade e pobreza? Eu comecei a ver até mesmo a rispidez de meu pai como um tipo de amor, um amor imperfeito, para ser mais exato, menos que amor. Ele me pressionou por que me amava. Por que não queria que ninguém menosprezasse seus filhos.
E agora, com o tempo, em vez de amargura eu sinto benção. No lugar de raiva, eu encontrei absolvição. E no lugar de vingança, eu encontrei reconciliação. E minha fúria inicial foi vagarosamente dando lugar ao perdão.
Quase uma década depois, eu fundei um centro de caridade chamada "Heal the World". O título era algo que eu senti dentro de mim. Era pequeno, como Shmuley depois me mostrou que essas palavras formavam a pedra angular da profecia do Velho Testamento.
Se eu realemnte acredito que possamos curar esse mundo crivado de guerra, ódio e genocídio mesmo nesses dias? E se eu realmente acho que possamos curar nossas crianças, as mesmas crianças que entram em suas escolas com armas e cheios de ódio atiram em seus colegas como fizeram em Columbine; nossas crianças que lincham uma criancinha até a morte como a trágica história de Jamie Bulger ( assassinado na Inglaterra por dois garotos de 10 anos)? Claro que eu acredito, ou eu não estaria aqui esta noite. Mas tudo começou com perdão. Pois para curar as crianças nós primeiro temos que nos curar. E para curar nossas crianças, nós primeiro temos que curar a criança dentro de cada um de nós.
E como adulto, e como pai, eu percebo que eu não posso ser um ser humano completo, e nem um pai capaz de amar totalmente e incondicionalmente até exorcizar todos os fantasmas da minha própria infância.
E é isso o que eu estou pedindo para todos nós essa noite. Viva o Quinto dos Dez Mandamentos. Honrar pai e mãe e não julgá-los. Dar a eles o benefício da dúvida. Entender que eles tiveram suas próprias batalhas, suas próprias dores, seus próprios traumas, e ainda assim fizeram o melhor que puderam.
Por isso perdoei meu pai, e parei de julgá-lo. Eu quis perdoá-lo por que eu queria um pai e esse é o único que eu tenho. Eu queria tirar o peso do meu passado dos meus ombros, e ainda quero ser livre para ter uma relação com meu pai pelo resto da minha vida, sem o estorvo dos 'duendes' do passado.
Shmuley e eu, estamos comandando essa iniciativa essa noite, somos membros da Comunidade Negra e Judaica, ambas confrontaram horrores e atrocidades através de nossas histórias. Como nossas comunidades perdoaram os horrores sofridos por nós sem no entanto esquecê-los? Por apenas lembrar. Passamos ao longo de nossas estórias. Mas também nos erguemos dessas estórias. Num mundo cheio de ódio, ainda ousamos ter esperança. Num mundo cheio de raiva, ainda ousamos consolar. Num mundo cheio de desespero, ainda ousamos sonhar. E num mundo cheio de desconfiança, ainda ousamos a acreditar.
Para todos vocês essa noite que se sentem tristes com seus pais, eu peço que deixem para trás suas decepções. Para todos vocês que nessa noite se sentem traídos por seus pais ou suas mães, eu peço para que não se traiam mais. E para todos vocês essa noite que sentem vontade de mandar seus pais para o inferno, eu peço que estenda a mão para eles em vez disso.
Pois na troca de dor as contas nunca se equilibram. Vingança não traz restituição. Por perdoar nossos pais, não estamos negando os erros deles para conosco. Não estamos lavando os pecados deles criando santos de pecadores. Mas abrigar ressentimento contra nossos pais nunca trará o amor que tanto almejamos. E dar não irá nem mesmo melhorar nossas vidas. Dor perpétua, sofrimento perpétuo, o ciclo nunca termina. Há um provérbio Bakongo que diz " Vingar-se é sacrificar alguém!" E amigos, nossa geração tem sacrificado e sofrido o suficiente.
Do mesmo jeito que peço a vocês eu peço a mim, para dar aos nossos pais o dom do amor incondicional para que eles possam aprender a amar através de nós, os filhos deles. Então esse amor será finalmente restaurado para um mundo desolado e solitário. Shmuley uma vez mencionou para mim uma antiga profecia bíblica que diz que viria
o tempo em que "os corações dos pais seriam restaurados pelos corações dos filhos." Meus amigos, nós somos esses filhos.
Mahatma Gandhi disse " O fraco nunca consegue perdoar. Perdão é atributo do forte." Nessa noite, seja forte. Além de ser forte, erga-se para o maior dos desafios: Restaurar a aliança quebrada ensinando nossos pais como amar. Devemos superar quaisquer que sejam os efeitos danosos que nossas infâncias tiveram sobre nossas vidas, e nas palavras de Jesse Jackson, perdoar uns aos outros, redimir uns aos outros, e seguir em frente.
*Emocionante, né?
*Obrigada por tê-lo me enviado na íntegra, Nick!
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Natal sem Michael... mas "com" Michael!
Amigas(as), eu sei que é triste...
Amanhã fará seis meses (meio ano) que Michael deixou a Terra.
Mas... lá de onde ele está acredito de verdade que ele nos deseje um Feliz Natal!
Vamos tentar valorizar a presença do que estão ao nosso lado nesse Natal e ao olhar pro céu, ter a certeza de que Michael está muito bem!
Aqui estão alguns vídeos, relacionados a Michael e o Natal.
Primeiro, fotos do último Natal que ele teve com os filhos e amigos (2008):
Aqui a homenagem natalina de um grupo de fãs a Michael no Forest Lawn este ano:
E aqui uma bela mensagem de Natal de Michael em 2002. Lindas palavras, com uma linda mensagem que deve nos servir de exemplo e inspiração SEMPRE (com legendas em português):
Amanhã fará seis meses (meio ano) que Michael deixou a Terra.
Mas... lá de onde ele está acredito de verdade que ele nos deseje um Feliz Natal!
Vamos tentar valorizar a presença do que estão ao nosso lado nesse Natal e ao olhar pro céu, ter a certeza de que Michael está muito bem!
Aqui estão alguns vídeos, relacionados a Michael e o Natal.
Primeiro, fotos do último Natal que ele teve com os filhos e amigos (2008):
Aqui a homenagem natalina de um grupo de fãs a Michael no Forest Lawn este ano:
E aqui uma bela mensagem de Natal de Michael em 2002. Lindas palavras, com uma linda mensagem que deve nos servir de exemplo e inspiração SEMPRE (com legendas em português):
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O que Michael pensava em 1988 sobre sua família...
Uma das últimas frases de Michael sobre seu pai foi: "Eu o amo, e o perdôo totalmente, totalmente". Sobre a mãe, ele dizia que ela era perfeita.
Mas... houve alguns momentos de revolta, e ele não era perfeito e também tinha lá os seus motivos. No final dos anos 80, Michael estava escrevendo seu livro "Moonwalk" e a fase não era das boas no que diz repeito ao seu relacionamento com sua família. Ele havia se mudado de Hayvenhurst em Encino para Neverland. Estava afastado da família porque seu relacionamento com ela após tanto convívio e tantos atritos, estava pra lá de desgastado.
Foi nessa época e dentro desse contexto que Michael deu a entrevista pro seu livro. Algumas partes ele não quis publicar e só agora (tudo agora que ele não pode mais proteger sua privacidade - covardiaaa!) elas vieram a público porque encontraram as gravações dessa fita (fuçaram tudo dele!).
Resolvi postar essas declarações de Michael sobre seus familiares aqui justamente pra deixar claro que elas retratam o momento que ele estava vivendo naqueles tempos. Ele estava de saco cheio de todo mundo e queria viver sossegado. Ele disse o que pensava sobre cada irmão e seus pais. Destacou os defeitos e manias de cada um que mais o incomodavam. Mas é claro que isso foi uma fase, toda família é assim. As pessoas brigam, têm ciúmes, se xingam, se desentendem por terem pontos de vista diferentes. Mas... antes de tudo SE AMAM.
Na hora das dificuldades a família Jackson sempre foi unida.
Bom... lá vão as bombas... rsrsrs
Sobre os irmãos, do Jackson Five:
"Meus irmãos nunca me deram apoio. Cada vez que tínhamos um show ou gravação de vídeo, eles se sentavam e ficavam só gemendo, lamentando. E eles nunca davam nenhuma idéia, toda pressão caia em cima de mim".
Sobre sua mãe Katherine:
"Ela me Decepcionou. Ela deu uma entrevista falando de mim. Eu não gosto quando ela fala. E não era nada que interessasse aos outros". (Jackson também revelou que sua mãe nunca quis filhas: "Ela queria somente filhos homens. E ela contou isso para as minhas irmãs - e elas concordaram! E é assim que minhas irmãs são-influenciadas por minha mãe contra outras mulheres.)
Sobre Jermaine (54):
"Só vivia atrás de mulheres". !Como compositor sempre se deixava influenciar, e o resultado acabava completamente diferente do que ele havia criado. O resultado final nunca era o que ele havia criado e sim algo diferente".
Sobre Tito (57):
"E um chato. Só se interessa em saber como é fabricado um carro!
Sobre Marlon (52):
"O chamavam de feio e zombavam dele, as pessoas diziam, 'Que irmão é aquele'? Me imitava sempre quando estava em cena. Tudo o que eu fazia ele fazia. Odeio isso. E ele tem um estilo antiquado".
Sobre a irmã La Toya (53):
"Pra mim ela é a sra. amável e suja. Em sua casa ela diz que não pode sentar-se em seu sofá, em sua cama e nem pisar em seu carpete. Ela sempre quer manter tudo muito limpo... E se você tosse na mesa, ela logo cobre seu prato. Se sentir vontade de espirrar, não pode fazer isso enquanto come. Impossível ir com ela ao cinema. Não entende nada, não consegue perceber porque eu gosto de Star Was e Tubarão".
Sobre o pai, Joe:
"Sofreria se tivesse que gastar um dia inteiro com ele. Quando ensaiávamos, ele sentava em uma cadeira, com uma cinta na mão, e nós tínhamos que nos apresentar. E se errávamos algo, ele batia na gente. Isso era muito grave. Pra falar a verdade, eu nunca me senti próximo dele, nunca tive nenhum sentimento por ele. Ele sempre foi como homem misterioso".
Sobre sua infância:
"Quando não se encontra nenhum amor em seus pais, você busca isso em qualquer pessoa".
Sobre Jackie (58):
"Ele é tão negativo...tão inseguro".
Sobre seu irmão menor Randy (47):
"Não ouve ninguém, tem a cabeça muito dura".
Sobre sua irmã preferida Janet (43):
"Fiquei possuído pelo ciúme quando soube que ela iria se casar com o produtor James DeBarge, em 1984. Fazíamos tudo juntos, éramos tão parecidos".
Sobre si mesmo:
"Sou o capitão do barco. Escuto o que me dizem, mas, no final tomo minhas próprias decisões.
Sobre o comercial da Pepsi, quando ocorreu o famoso episodio de seu cabelo pegar fogo:
"Odeio Pepsi. Odiei fazer esse comercial"
Mas... houve alguns momentos de revolta, e ele não era perfeito e também tinha lá os seus motivos. No final dos anos 80, Michael estava escrevendo seu livro "Moonwalk" e a fase não era das boas no que diz repeito ao seu relacionamento com sua família. Ele havia se mudado de Hayvenhurst em Encino para Neverland. Estava afastado da família porque seu relacionamento com ela após tanto convívio e tantos atritos, estava pra lá de desgastado.
Foi nessa época e dentro desse contexto que Michael deu a entrevista pro seu livro. Algumas partes ele não quis publicar e só agora (tudo agora que ele não pode mais proteger sua privacidade - covardiaaa!) elas vieram a público porque encontraram as gravações dessa fita (fuçaram tudo dele!).
Resolvi postar essas declarações de Michael sobre seus familiares aqui justamente pra deixar claro que elas retratam o momento que ele estava vivendo naqueles tempos. Ele estava de saco cheio de todo mundo e queria viver sossegado. Ele disse o que pensava sobre cada irmão e seus pais. Destacou os defeitos e manias de cada um que mais o incomodavam. Mas é claro que isso foi uma fase, toda família é assim. As pessoas brigam, têm ciúmes, se xingam, se desentendem por terem pontos de vista diferentes. Mas... antes de tudo SE AMAM.
Na hora das dificuldades a família Jackson sempre foi unida.
Bom... lá vão as bombas... rsrsrs
Sobre os irmãos, do Jackson Five:
"Meus irmãos nunca me deram apoio. Cada vez que tínhamos um show ou gravação de vídeo, eles se sentavam e ficavam só gemendo, lamentando. E eles nunca davam nenhuma idéia, toda pressão caia em cima de mim".
Sobre sua mãe Katherine:
"Ela me Decepcionou. Ela deu uma entrevista falando de mim. Eu não gosto quando ela fala. E não era nada que interessasse aos outros". (Jackson também revelou que sua mãe nunca quis filhas: "Ela queria somente filhos homens. E ela contou isso para as minhas irmãs - e elas concordaram! E é assim que minhas irmãs são-influenciadas por minha mãe contra outras mulheres.)
Sobre Jermaine (54):
"Só vivia atrás de mulheres". !Como compositor sempre se deixava influenciar, e o resultado acabava completamente diferente do que ele havia criado. O resultado final nunca era o que ele havia criado e sim algo diferente".
Sobre Tito (57):
"E um chato. Só se interessa em saber como é fabricado um carro!
Sobre Marlon (52):
"O chamavam de feio e zombavam dele, as pessoas diziam, 'Que irmão é aquele'? Me imitava sempre quando estava em cena. Tudo o que eu fazia ele fazia. Odeio isso. E ele tem um estilo antiquado".
Sobre a irmã La Toya (53):
"Pra mim ela é a sra. amável e suja. Em sua casa ela diz que não pode sentar-se em seu sofá, em sua cama e nem pisar em seu carpete. Ela sempre quer manter tudo muito limpo... E se você tosse na mesa, ela logo cobre seu prato. Se sentir vontade de espirrar, não pode fazer isso enquanto come. Impossível ir com ela ao cinema. Não entende nada, não consegue perceber porque eu gosto de Star Was e Tubarão".
Sobre o pai, Joe:
"Sofreria se tivesse que gastar um dia inteiro com ele. Quando ensaiávamos, ele sentava em uma cadeira, com uma cinta na mão, e nós tínhamos que nos apresentar. E se errávamos algo, ele batia na gente. Isso era muito grave. Pra falar a verdade, eu nunca me senti próximo dele, nunca tive nenhum sentimento por ele. Ele sempre foi como homem misterioso".
Sobre sua infância:
"Quando não se encontra nenhum amor em seus pais, você busca isso em qualquer pessoa".
Sobre Jackie (58):
"Ele é tão negativo...tão inseguro".
Sobre seu irmão menor Randy (47):
"Não ouve ninguém, tem a cabeça muito dura".
Sobre sua irmã preferida Janet (43):
"Fiquei possuído pelo ciúme quando soube que ela iria se casar com o produtor James DeBarge, em 1984. Fazíamos tudo juntos, éramos tão parecidos".
Sobre si mesmo:
"Sou o capitão do barco. Escuto o que me dizem, mas, no final tomo minhas próprias decisões.
Sobre o comercial da Pepsi, quando ocorreu o famoso episodio de seu cabelo pegar fogo:
"Odeio Pepsi. Odiei fazer esse comercial"
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Palavras de Michael
sábado, 12 de setembro de 2009
Declaração de Michael à imprensa, em 1984
Em 5 de setembro de 1984, Michael fez a sua primeira tentativa de parar com os boatos de tablóides a seu respeito.
Ele escreveu uma declaração e convocou uma coletiva de imprensa pra que ela fosse lida por Frank Dileo (seu empresário naquela época). O intrigante pra mim é que esses boatos ridículos só começaram a surgir justamente depois que Michael contratou Dileo pra ser seu empresário.
Pelo que percebo, acredito mesmo que muitos desses boatos tenham sido plantados pelo próprio empresário pra chamar atenção da mídia pro Michael. Antes de Dileo entrar em cena não havia tantas histórias absurdas e ridículas sobre o Michael pipocando na imprensa.
Dileo disse que as idéias da câmara de oxigênio e do homem elefanta surgiram do próprio Michael. Eu, sinceramente acho isso muito improvável porque essas foram duas das histórias que mais enfureceram Michael. Ele odiava esses rumores e quando histórias cada vez mais absurdas se proliferaram na mídia, Michael demitiu Dileo, em 1989.
Mas, vamos ao que interessa: Aqui está a declaração escrita e assinada por Michael, lida por Dileo em 5 de setembro de 1984:
"Já de algum tempo, estou fazendo um rigoroso exame de consciência para resolver se devo ou não reagir publicamente às muitas falsidades que têm sido divulgadas a meu respeito. Decidi fazer esta declaração baseado nas injustiças dessas alegações e nos extensos danos causados por elas àqueles que estão bem próximos a mim.
Sou muito feliz por ter sido abençoado com o reconhecimento pelo meu trabalho. Esse reconhecimento também acarreta uma responsabilidade para com os meus admiradores em todo o mundo. Os artistas sempre devem ser modelos, servindo de exemplo para os jovens. Entristece-me pensar que muitos deles possam realmente acreditar na presente avalanche de falsas acusações. Por esse motivo, eu digo BASTA. NÃO! Eu nunca fiz plástica nas maçãs do rosto. NÃO! Nunca fiz plásticas nos olhos. SIM! Um dia, no futuro, pretendo casar e ter filhos. Todas as afirmações em contrário são simples inverdades.
Daqui em diante, quando novas fantasias forem publicadas, já deixei meus advogaos cientes de minha decisão de mover ações legais e processar criminalmente, se for o caso, todos os culpados, valendo-me para isso de todos os recursos legais à minha disposição.
Como já foi observado antes, adoro crianças. Todos sabemos que as crianças são muito impressionáveis, e por isso suscetíveis a tais histórias. Estou certo de que algumas delas já foram afetadas por essas terríveis calúnias. Além da admiração dessas crianças, eu também gostaria de preservar o respeito delas por mim."
Ele escreveu uma declaração e convocou uma coletiva de imprensa pra que ela fosse lida por Frank Dileo (seu empresário naquela época). O intrigante pra mim é que esses boatos ridículos só começaram a surgir justamente depois que Michael contratou Dileo pra ser seu empresário.
Pelo que percebo, acredito mesmo que muitos desses boatos tenham sido plantados pelo próprio empresário pra chamar atenção da mídia pro Michael. Antes de Dileo entrar em cena não havia tantas histórias absurdas e ridículas sobre o Michael pipocando na imprensa.
Dileo disse que as idéias da câmara de oxigênio e do homem elefanta surgiram do próprio Michael. Eu, sinceramente acho isso muito improvável porque essas foram duas das histórias que mais enfureceram Michael. Ele odiava esses rumores e quando histórias cada vez mais absurdas se proliferaram na mídia, Michael demitiu Dileo, em 1989.
Mas, vamos ao que interessa: Aqui está a declaração escrita e assinada por Michael, lida por Dileo em 5 de setembro de 1984:
"Já de algum tempo, estou fazendo um rigoroso exame de consciência para resolver se devo ou não reagir publicamente às muitas falsidades que têm sido divulgadas a meu respeito. Decidi fazer esta declaração baseado nas injustiças dessas alegações e nos extensos danos causados por elas àqueles que estão bem próximos a mim.
Sou muito feliz por ter sido abençoado com o reconhecimento pelo meu trabalho. Esse reconhecimento também acarreta uma responsabilidade para com os meus admiradores em todo o mundo. Os artistas sempre devem ser modelos, servindo de exemplo para os jovens. Entristece-me pensar que muitos deles possam realmente acreditar na presente avalanche de falsas acusações. Por esse motivo, eu digo BASTA. NÃO! Eu nunca fiz plástica nas maçãs do rosto. NÃO! Nunca fiz plásticas nos olhos. SIM! Um dia, no futuro, pretendo casar e ter filhos. Todas as afirmações em contrário são simples inverdades.
Daqui em diante, quando novas fantasias forem publicadas, já deixei meus advogaos cientes de minha decisão de mover ações legais e processar criminalmente, se for o caso, todos os culpados, valendo-me para isso de todos os recursos legais à minha disposição.
Como já foi observado antes, adoro crianças. Todos sabemos que as crianças são muito impressionáveis, e por isso suscetíveis a tais histórias. Estou certo de que algumas delas já foram afetadas por essas terríveis calúnias. Além da admiração dessas crianças, eu também gostaria de preservar o respeito delas por mim."
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Reveladora entrevista de Michael à Oprah Winfrey (1993)
Uma das raras entrevistas de Michael concedidas antes das acusações de pedofilia foi esta aqui. No começo de 1993, Michael concordou em conversar com a apresentadora mais famosa (e rica) do mundo! Ele também concordou em conversar sobre tudo que ela quisesse e dizer toda a verdade sobre as questãoes abordadas por ela. A entrevista é longa e eu ainda não a encontrei no youtube com legendas em português (assim que encontrar posto-a aqui, na íntegra).
Então, como eu a tenho escrita (em inglês) resolvi traduzir alguns trechos essenciais e esclarecedores pra postar aqui. O fato do meu inglês andar meio enferrujando somado à minha falta de tempo não me permitiu traduzir a entrevista inteira. Mas acredito que escolhi as partes mais interessantes!
INFÂNCIA E INFLUÊNCIAS
Oprah: Eu estava observando você lá nos bastidores assistindo a vídeos de você nos seus primeiros anos. Isso te traz recordações?
Michael: Achei graça porque eu não vejo essas imagens há um longo tempo. Se me traz recordações? Sim, eu e meus irmãos que eu amo afetuosamente e é um momento maravilhoso pra mim.
Oprah: E vi você rindo quando você viu você cantando “Baby, Baby, Baby”.
Michael: Sim, eu acho que James Brown é um gênio, você sabe, quando ele está com Famous Flames, é inacreditável. Eu costumava assistí-lo na televisão e eu ficava irritado com o câmera-man porque justamente quando ele começava a dançar eles filmavam o rosto dele de perto, e assim eu não conseguia ver seus pés. Eu gritava “mostra ele, mostra ele!” porque assim eu poderia assistir e aprender...
Oprah: Ele foi um grande mentor pra você?
Michael: Fenomenal, fenomenal.
Oprah: Quem mais foi?
Michael: Jackie Wilson, que eu adoro como “entertainer” e é claro, a música, Motown, Os Bee Gees são brilhantes, eu simplesmente amo boa música.
FAMÍLIA
Oprah: Seus irmãos tinham inveja de você quando você começou a chamar toda a atenção?
Michael: Não, que eu saiba, não.
Oprah: Você nunca teve uma sensação de ciúmes (por parte dos irmãos)?
Michael: Oh, deixe-me pensar, não. Eu acho que eles todos ficam sempre felizes por mim, porque eu podia fazer certas coisas mas nunca senti inveja ou ciúmes por parte deles.
Oprah: Você acha que eles têm inveja agora?
Michael: Eu não pensaria assim. Eu acho que não, não.
Oprah: Como é sua relação com sua família? Vocês continuam próximos?
Michael: Eu amo muito a minha família. Eu gostaria que eu pudesse vê-los mais do que eu vejo. Mas nós entendemos isso porque somos uma família do show business e todos nós trabalhamos. Nós temos o dia da família em que todos ficamos juntos, nós pegamos a casa de uma pessoa, pode ser a casa do Jermaine, a casa do Marlon ou a casa do Tito e todos nos reunimos fraternalmente, com amor e conversamos, e cada um conta o que anda fazendo...
Oprah: Você não se sentiu arrasado com a LaToya e o livro da LaToya e as coisas que ela disse sobre sua família?
Michael: Bem, eu não li o livro da LaToya. Só sei que amo minha irmã profundamente eu amo a LaToya e sempre irei vê-la como a LaToya alegre e amorosa com quem me lembro de crescido junto. Então eu não posso, de maneira nenhuma te responder isso.
Oprah: Você sente que algumas das coisas que ela disse possam ser verdade?
Michael: Eu não posso te responder, Oprah, honestamente. Eu não li o livro, essa é a sincera verdade.
Oprah: Seu pai implicava com você por causa das suas espinhas?
Michael: Sim, e ele dizia que eu era feio.
Oprah: Seu pai diria isso?
Michael: Sim diria. Desculpe, Joseph.
Oprah: Como é seu relacionamento com seu pai?
Michael: Eu amo meu pai mas eu não o conheço.
Oprah: E você tem raiva dele por ele ter feito aquilo? Eu acho que isso é muito cruel atualmente.
Michael: Eu com raiva dele?
Oprah: Porque a adolescência já é difícil o suficiente sem um pai dizendo que você é feio.
Michael: Se eu fico com raiva dele? Às vezes eu fico aborrecido. Eu não o conheço da maneira que eu gostaria de conhece-lo. Minha mãe é maravilhosa. Pra mim ela é a perfeição. Eu apenas desejo poder entender meu pai.
Oprah: Então vamos falar sobre aqueles anos de sua adolescência. Foi nessa época que você começou a se fechar em si mesmo? Porque obviamente você não tem falado ao mundo por 14 anos (nota do blog: na verdade Michael deu pequenas e raríssimas entrevistas, como a de 87 que postei neste blog), então você se fechou, se tornou recluso. Isso foi pra se proteger?
Michael: Eu senti que eu não tinha nada de importante pra dizer, e aqueles foram anos muito tristes pra mim.
Oprah: Por que tão tristes? Porque no palco você estava se apresentando, você estava ganhando seus Grammys. Por que era tão triste?
Michael: Oh, há muita tristeza no meu passado, na minha adolescência, em relação ao meu pai e todas aquelas coisas.
Oprah: Então ele te aborrecia, ele debochava de você.
Michael: Sim.
Oprah: Alguma vez... ele bateu em você?
Michael: Sim.
Oprah: E por que ele batia em você?
Michael: Ele me via, ele me queria, eu acho... Não sei se eu era sua criança de ouro ou o quê, mas ele era muito restritivo, muito duro, muito severo. Apenas o olhar dele assustava.
Oprah: Você tinha medo dele?
Michael: Muito, teve vezes em que ele veio me ver em que eu ficava doente, eu começava a vomitar.
Oprah: Quando você era criança ou depois de adulto?
Michael: Ambos. Ele nunca me viu dizer isso. Me desculpe, não fique louco comigo (Michael mandando este recado pro seu pai, durante a entrevista).
Oprah: Bem, eu acho que as pessoas tem quer arcar com a responsabilidade pelo que fizeram na vida, e seu pai é uma dessas pessoas que tem que arcar com a responsabilidade.
Michael: Mas eu o amo.
Oprah: Eu entendo isso.
Michael: E eu o perdôo.
Oprah: Você perdoa, de verdade?
Michael: Eu perdôo. Há muito lixo e muita sujeira que foi escrita sobre mim e que não são verdade, são mentiras completas, e eu gostaria de falar sobre algumas dessas coisas. A imprensa tem inventado tanta coisa, Deus, histórias terríveis, horríveis... isso me fez perceber que quando que quando você ouve uma mentira frequentemente, você começa a acreditar nela.
AS HISTÓRIAS DA CÂMARA DE OXIGÊNIO E DO HOMEM ELEFANTE
Oprah: Nós conversamos sobre rumores pouco antes do intervalo e eles são muitos. Em primeiro lugar, eu estive aqui nesta casa preparando para esta entrevista e estive por toda a casa. Lá em cima, enquanto você não estava olhando, eu estive procurando por uma câmara de oxigênio e não encontrei nenhuma câmara de oxigênio pela casa.
Michael: Essa história é tão maluca, acho que isso é coisa de tablóide, completamente invetada.
Oprah então mostra uma foto de Michael em uma câmara de oxigênio e pergunta a ele como ele explica aquilo.
Michael: Eu fiz um comercial pra Pepsi e fui queimado seriamente. Então precisavam de um milhão de dólares lá e eu dei todo o dinheiro, então chamaram o local de “Centro Michael Jackson pra vítimas de queimaduras”. E essa é parte da tecnologia usada nas vítimas de queimaduras, certo? Então eu fui nesse local e entrei na câmara, e alguém tirou uma foto. Alguém revelou a foto e disse: “Oh, Michael Jackson”. Fizeram uma cópia e essa foto correu o mundo todo junto com essa mentira. Isso é uma mentira completa. Por que as pessoas compram esses jornais? Aquilo não é verdade, estou aqui pra dizer. Não julgue uma pessoa até que você tenha falado com essa pessoa diretamente. (...) Isso é loucura. Por que eu iria querer dormer numa câmara de oxigênio? (risos)
Oprah: Você comprou os ossos do homem elefante? Você tentou compra-los pra...
Michael: Não. Essa é outra história estúpida. Eu amo a história do homem elefante, ele me faz lembrar muito de mim mesmo. Eu posso me identificar com essa história, ela me faz chorar porque eu me vejo na história mas não, eu nunca procurei por... onde eu ia guardar um monte de ossos? E pra que eu ia querer esses ossos?
A POLÊMICA SOBRE MICHAEL NÃO QUERER SER NEGRO
Oprah: (…) Recentemente houve uma história sobre você querendo um menino branco pra interpreter você num commercial da Pepsi.
Michael: Isso é tão estúpido. Essa é a história mais ridícula e horrível que já ouvi. Isso é loucura. Por que, em primeiro lugar, é o meu rosto quando criança no commercial. Eu quando eu era pequeno. Por que eu iria querer uma criança branca pra me interpretar? Eu sou um negro-americano, eu sou orgulhoso da minha raça, eu sou orgulhoso de quem eu sou. Eu tenho muito orgulho e dignidade. Isso seria como você querendo uma pessoa oriental pra interpretar você quando criança. Isso faz sentido? (nota do blog: Oprah também é negra).
Oprah: Ok, então vamos à questão mais discutida sobre você que é a cord a sua pele… está obviamente muito diferente de quando você era mais jovem, então eu acho que isso tem causado muita especulação e controvérsia sobre o que você fez ou está fazendo, se você está clareando sua pele, e sua pele está ficando mais clara porque você não gosta de ser negro?
Michael: (...) Eu tenho uma doença de pele que destrói a pigmentação da minha pele. Isso é algo que eu não posso resolver, certo? Mas quando as pessoas inventam histórias de que eu não quero ser o que eu sou, isso me machuca.
Oprah: Então é…
Michael: É um problema pra mim que eu não posso controlar… mas o que dizer dos milhões de pessoas que se sentam sob o sol pra ficarem mais escuras, pra ser diferentes do que elas são? Ninguém fala nada sobre isso.
Oprah: Quando isso começou? Quando a cor da sua pele começou a mudar?
Michael: Oh, cara, eu não… um pouco depois de Thriller, ou mais ou menos entre Off the wall e Thriller, por aí…
Oprah: Mas o que você pensou?
Michael: Isso vem da minha família, meu pai disse que é do lado dele. Eu não posso controlar, eu não entendo. Quero dizer que isso me deixa muito triste. Eu não quero entrar na questão do meu histórico médico porque isso é assunto privado, mas a situação é essa.
Oprah: Então, está bem, vou ser direta, você não está fazendo nada pra mudar a cord a sua pele?
Michael: Oh, Deus, não! Nós tentamos controlar isso usando maquiagem pra disfarçar porque a doença causa manchas na minha pele. Eu tenho que igualar a cor da minha pele. Mas sabe o que é engraçado, por que isso é tão importante? Não é tão importante pra mim, eu sou um grande fã de arte. Eu amo Michaelangelo. Se eu tivesse tido a chance de falar com ele ou ler sobre ele eu gostaria de saber o que o inspirou a se tornar o que ele se tornou, a anatomia de sua habilidade e não sobre com quem ele saiu na última noite. (...)
DANÇA "INDECENTE"?
Oprah: Eu preciso te perguntar isso… tem muitas mães que me assistem e elas tem me pedido pra por favor, te fazer essa pergunta. Por que você põe a mão no meio das pernas? (nota: em ingles Oprah usou a expressão “grab your crotch” que ao pé da letra seria algo como agarrar ou segurar a forquinha ou braguilha... exatamente a parte do corpo onde ficam os genitais)
Michael: (risos) Por que ponho a mão entre as pernas? Acho que acontece subliminarmente. Quando você está dançando, você sabe, você está simplesmente interpretando a música e os sons e o acompanhamento (…) e você expressa a emoção que há no som. Então se estou fazendo um movimento e faço “bam” e pego em mim mesmo, é a música que me compele a fazer isso. Não estou dizendo que eu esteja morrendo de vontade de pegar lá embaixo, e não é um grande lugar. Você não pensa nisso, apenas acontece. As vezes eu olho as imagens e eu digo: “Eu fiz isso?”, então eu sou um escravo do rítmo.
O REI DO POP
Oprah: Liz Taylor disse que você era o rei do pop, roch e soul. Quando surgiu essa história de você ter se auto-proclamado “rei do pop”?
Michael: Eu não meu auto-proclamei a nada. Sou feliz por estar vivo, sou feliz por ser quem sou. “Rei do Pop” foi dito primeiro pela Elizabeth Taylor em uma premiação.
Oprah: Então foi aí que isso tudo começou?
Michael: Sim, e os fãs... todos os estádios em que nos apresentamos, eles traziam cartazes dizendo Rei do Pop” e eles gritavam isso do lado de fora dos hotéis, dizendo “Rei do...” então isso virou uma coisa que aconteceu no mundo todo.
RELIGIOSIDADE E ARTE
Oprah: Quando está diante de um mar de pssoas em volta de você gritando seu nome, o que isso te faz pensar/sentir?
Michael: Amor. Você simplesmente sente muito amor, se sente abençoado e honrado pore star apto a ser um instrumento da natureza que foi escolhido pra dar a ele isso, que eu dou a eles. Sou muito honrado e feliz por isso.
Oprah: Um instrumento da natureza – essa é uma maneira interessante de você se descrever.
Michael: Obrigado, sim.
Oprah: Você é muito espiritual?
Michael: Em que sentido?
Oprah: Eu quero dizer, você medita? Você entende que já algo maior que você agindo aqui?
Michael: Eu acredito em Deus, completamente, acredito muito.
Oprah: E eu acredito que todos vêm ao mundo com uma razão. Eu acho que a maioria de nós passamos nossas vidas tentando descobrir qual é nosso propósito pra estarmos aqui. O que você acho que é o seu propósito?
Michael: Oh, cara, acho que é dar o melhor que eu posso através das canções, através da dança, através da música. (...) Eu acredito que toda arte é o ultimo laço de união entre o material e o espiritual, entre o humano e o divino. Acredito que esta seja a maior razão pra existência da arte.
Então, como eu a tenho escrita (em inglês) resolvi traduzir alguns trechos essenciais e esclarecedores pra postar aqui. O fato do meu inglês andar meio enferrujando somado à minha falta de tempo não me permitiu traduzir a entrevista inteira. Mas acredito que escolhi as partes mais interessantes!
INFÂNCIA E INFLUÊNCIAS
Oprah: Eu estava observando você lá nos bastidores assistindo a vídeos de você nos seus primeiros anos. Isso te traz recordações?
Michael: Achei graça porque eu não vejo essas imagens há um longo tempo. Se me traz recordações? Sim, eu e meus irmãos que eu amo afetuosamente e é um momento maravilhoso pra mim.
Oprah: E vi você rindo quando você viu você cantando “Baby, Baby, Baby”.
Michael: Sim, eu acho que James Brown é um gênio, você sabe, quando ele está com Famous Flames, é inacreditável. Eu costumava assistí-lo na televisão e eu ficava irritado com o câmera-man porque justamente quando ele começava a dançar eles filmavam o rosto dele de perto, e assim eu não conseguia ver seus pés. Eu gritava “mostra ele, mostra ele!” porque assim eu poderia assistir e aprender...
Oprah: Ele foi um grande mentor pra você?
Michael: Fenomenal, fenomenal.
Oprah: Quem mais foi?
Michael: Jackie Wilson, que eu adoro como “entertainer” e é claro, a música, Motown, Os Bee Gees são brilhantes, eu simplesmente amo boa música.
FAMÍLIA
Oprah: Seus irmãos tinham inveja de você quando você começou a chamar toda a atenção?
Michael: Não, que eu saiba, não.
Oprah: Você nunca teve uma sensação de ciúmes (por parte dos irmãos)?
Michael: Oh, deixe-me pensar, não. Eu acho que eles todos ficam sempre felizes por mim, porque eu podia fazer certas coisas mas nunca senti inveja ou ciúmes por parte deles.
Oprah: Você acha que eles têm inveja agora?
Michael: Eu não pensaria assim. Eu acho que não, não.
Oprah: Como é sua relação com sua família? Vocês continuam próximos?
Michael: Eu amo muito a minha família. Eu gostaria que eu pudesse vê-los mais do que eu vejo. Mas nós entendemos isso porque somos uma família do show business e todos nós trabalhamos. Nós temos o dia da família em que todos ficamos juntos, nós pegamos a casa de uma pessoa, pode ser a casa do Jermaine, a casa do Marlon ou a casa do Tito e todos nos reunimos fraternalmente, com amor e conversamos, e cada um conta o que anda fazendo...
Oprah: Você não se sentiu arrasado com a LaToya e o livro da LaToya e as coisas que ela disse sobre sua família?
Michael: Bem, eu não li o livro da LaToya. Só sei que amo minha irmã profundamente eu amo a LaToya e sempre irei vê-la como a LaToya alegre e amorosa com quem me lembro de crescido junto. Então eu não posso, de maneira nenhuma te responder isso.
Oprah: Você sente que algumas das coisas que ela disse possam ser verdade?
Michael: Eu não posso te responder, Oprah, honestamente. Eu não li o livro, essa é a sincera verdade.
Oprah: Seu pai implicava com você por causa das suas espinhas?
Michael: Sim, e ele dizia que eu era feio.
Oprah: Seu pai diria isso?
Michael: Sim diria. Desculpe, Joseph.
Oprah: Como é seu relacionamento com seu pai?
Michael: Eu amo meu pai mas eu não o conheço.
Oprah: E você tem raiva dele por ele ter feito aquilo? Eu acho que isso é muito cruel atualmente.
Michael: Eu com raiva dele?
Oprah: Porque a adolescência já é difícil o suficiente sem um pai dizendo que você é feio.
Michael: Se eu fico com raiva dele? Às vezes eu fico aborrecido. Eu não o conheço da maneira que eu gostaria de conhece-lo. Minha mãe é maravilhosa. Pra mim ela é a perfeição. Eu apenas desejo poder entender meu pai.
Oprah: Então vamos falar sobre aqueles anos de sua adolescência. Foi nessa época que você começou a se fechar em si mesmo? Porque obviamente você não tem falado ao mundo por 14 anos (nota do blog: na verdade Michael deu pequenas e raríssimas entrevistas, como a de 87 que postei neste blog), então você se fechou, se tornou recluso. Isso foi pra se proteger?
Michael: Eu senti que eu não tinha nada de importante pra dizer, e aqueles foram anos muito tristes pra mim.
Oprah: Por que tão tristes? Porque no palco você estava se apresentando, você estava ganhando seus Grammys. Por que era tão triste?
Michael: Oh, há muita tristeza no meu passado, na minha adolescência, em relação ao meu pai e todas aquelas coisas.
Oprah: Então ele te aborrecia, ele debochava de você.
Michael: Sim.
Oprah: Alguma vez... ele bateu em você?
Michael: Sim.
Oprah: E por que ele batia em você?
Michael: Ele me via, ele me queria, eu acho... Não sei se eu era sua criança de ouro ou o quê, mas ele era muito restritivo, muito duro, muito severo. Apenas o olhar dele assustava.
Oprah: Você tinha medo dele?
Michael: Muito, teve vezes em que ele veio me ver em que eu ficava doente, eu começava a vomitar.
Oprah: Quando você era criança ou depois de adulto?
Michael: Ambos. Ele nunca me viu dizer isso. Me desculpe, não fique louco comigo (Michael mandando este recado pro seu pai, durante a entrevista).
Oprah: Bem, eu acho que as pessoas tem quer arcar com a responsabilidade pelo que fizeram na vida, e seu pai é uma dessas pessoas que tem que arcar com a responsabilidade.
Michael: Mas eu o amo.
Oprah: Eu entendo isso.
Michael: E eu o perdôo.
Oprah: Você perdoa, de verdade?
Michael: Eu perdôo. Há muito lixo e muita sujeira que foi escrita sobre mim e que não são verdade, são mentiras completas, e eu gostaria de falar sobre algumas dessas coisas. A imprensa tem inventado tanta coisa, Deus, histórias terríveis, horríveis... isso me fez perceber que quando que quando você ouve uma mentira frequentemente, você começa a acreditar nela.
AS HISTÓRIAS DA CÂMARA DE OXIGÊNIO E DO HOMEM ELEFANTE
Oprah: Nós conversamos sobre rumores pouco antes do intervalo e eles são muitos. Em primeiro lugar, eu estive aqui nesta casa preparando para esta entrevista e estive por toda a casa. Lá em cima, enquanto você não estava olhando, eu estive procurando por uma câmara de oxigênio e não encontrei nenhuma câmara de oxigênio pela casa.
Michael: Essa história é tão maluca, acho que isso é coisa de tablóide, completamente invetada.
Oprah então mostra uma foto de Michael em uma câmara de oxigênio e pergunta a ele como ele explica aquilo.
Michael: Eu fiz um comercial pra Pepsi e fui queimado seriamente. Então precisavam de um milhão de dólares lá e eu dei todo o dinheiro, então chamaram o local de “Centro Michael Jackson pra vítimas de queimaduras”. E essa é parte da tecnologia usada nas vítimas de queimaduras, certo? Então eu fui nesse local e entrei na câmara, e alguém tirou uma foto. Alguém revelou a foto e disse: “Oh, Michael Jackson”. Fizeram uma cópia e essa foto correu o mundo todo junto com essa mentira. Isso é uma mentira completa. Por que as pessoas compram esses jornais? Aquilo não é verdade, estou aqui pra dizer. Não julgue uma pessoa até que você tenha falado com essa pessoa diretamente. (...) Isso é loucura. Por que eu iria querer dormer numa câmara de oxigênio? (risos)
Oprah: Você comprou os ossos do homem elefante? Você tentou compra-los pra...
Michael: Não. Essa é outra história estúpida. Eu amo a história do homem elefante, ele me faz lembrar muito de mim mesmo. Eu posso me identificar com essa história, ela me faz chorar porque eu me vejo na história mas não, eu nunca procurei por... onde eu ia guardar um monte de ossos? E pra que eu ia querer esses ossos?
A POLÊMICA SOBRE MICHAEL NÃO QUERER SER NEGRO
Oprah: (…) Recentemente houve uma história sobre você querendo um menino branco pra interpreter você num commercial da Pepsi.
Michael: Isso é tão estúpido. Essa é a história mais ridícula e horrível que já ouvi. Isso é loucura. Por que, em primeiro lugar, é o meu rosto quando criança no commercial. Eu quando eu era pequeno. Por que eu iria querer uma criança branca pra me interpretar? Eu sou um negro-americano, eu sou orgulhoso da minha raça, eu sou orgulhoso de quem eu sou. Eu tenho muito orgulho e dignidade. Isso seria como você querendo uma pessoa oriental pra interpretar você quando criança. Isso faz sentido? (nota do blog: Oprah também é negra).
Oprah: Ok, então vamos à questão mais discutida sobre você que é a cord a sua pele… está obviamente muito diferente de quando você era mais jovem, então eu acho que isso tem causado muita especulação e controvérsia sobre o que você fez ou está fazendo, se você está clareando sua pele, e sua pele está ficando mais clara porque você não gosta de ser negro?
Michael: (...) Eu tenho uma doença de pele que destrói a pigmentação da minha pele. Isso é algo que eu não posso resolver, certo? Mas quando as pessoas inventam histórias de que eu não quero ser o que eu sou, isso me machuca.
Oprah: Então é…
Michael: É um problema pra mim que eu não posso controlar… mas o que dizer dos milhões de pessoas que se sentam sob o sol pra ficarem mais escuras, pra ser diferentes do que elas são? Ninguém fala nada sobre isso.
Oprah: Quando isso começou? Quando a cor da sua pele começou a mudar?
Michael: Oh, cara, eu não… um pouco depois de Thriller, ou mais ou menos entre Off the wall e Thriller, por aí…
Oprah: Mas o que você pensou?
Michael: Isso vem da minha família, meu pai disse que é do lado dele. Eu não posso controlar, eu não entendo. Quero dizer que isso me deixa muito triste. Eu não quero entrar na questão do meu histórico médico porque isso é assunto privado, mas a situação é essa.
Oprah: Então, está bem, vou ser direta, você não está fazendo nada pra mudar a cord a sua pele?
Michael: Oh, Deus, não! Nós tentamos controlar isso usando maquiagem pra disfarçar porque a doença causa manchas na minha pele. Eu tenho que igualar a cor da minha pele. Mas sabe o que é engraçado, por que isso é tão importante? Não é tão importante pra mim, eu sou um grande fã de arte. Eu amo Michaelangelo. Se eu tivesse tido a chance de falar com ele ou ler sobre ele eu gostaria de saber o que o inspirou a se tornar o que ele se tornou, a anatomia de sua habilidade e não sobre com quem ele saiu na última noite. (...)
DANÇA "INDECENTE"?
Oprah: Eu preciso te perguntar isso… tem muitas mães que me assistem e elas tem me pedido pra por favor, te fazer essa pergunta. Por que você põe a mão no meio das pernas? (nota: em ingles Oprah usou a expressão “grab your crotch” que ao pé da letra seria algo como agarrar ou segurar a forquinha ou braguilha... exatamente a parte do corpo onde ficam os genitais)
Michael: (risos) Por que ponho a mão entre as pernas? Acho que acontece subliminarmente. Quando você está dançando, você sabe, você está simplesmente interpretando a música e os sons e o acompanhamento (…) e você expressa a emoção que há no som. Então se estou fazendo um movimento e faço “bam” e pego em mim mesmo, é a música que me compele a fazer isso. Não estou dizendo que eu esteja morrendo de vontade de pegar lá embaixo, e não é um grande lugar. Você não pensa nisso, apenas acontece. As vezes eu olho as imagens e eu digo: “Eu fiz isso?”, então eu sou um escravo do rítmo.
O REI DO POP
Oprah: Liz Taylor disse que você era o rei do pop, roch e soul. Quando surgiu essa história de você ter se auto-proclamado “rei do pop”?
Michael: Eu não meu auto-proclamei a nada. Sou feliz por estar vivo, sou feliz por ser quem sou. “Rei do Pop” foi dito primeiro pela Elizabeth Taylor em uma premiação.
Oprah: Então foi aí que isso tudo começou?
Michael: Sim, e os fãs... todos os estádios em que nos apresentamos, eles traziam cartazes dizendo Rei do Pop” e eles gritavam isso do lado de fora dos hotéis, dizendo “Rei do...” então isso virou uma coisa que aconteceu no mundo todo.
RELIGIOSIDADE E ARTE
Oprah: Quando está diante de um mar de pssoas em volta de você gritando seu nome, o que isso te faz pensar/sentir?
Michael: Amor. Você simplesmente sente muito amor, se sente abençoado e honrado pore star apto a ser um instrumento da natureza que foi escolhido pra dar a ele isso, que eu dou a eles. Sou muito honrado e feliz por isso.
Oprah: Um instrumento da natureza – essa é uma maneira interessante de você se descrever.
Michael: Obrigado, sim.
Oprah: Você é muito espiritual?
Michael: Em que sentido?
Oprah: Eu quero dizer, você medita? Você entende que já algo maior que você agindo aqui?
Michael: Eu acredito em Deus, completamente, acredito muito.
Oprah: E eu acredito que todos vêm ao mundo com uma razão. Eu acho que a maioria de nós passamos nossas vidas tentando descobrir qual é nosso propósito pra estarmos aqui. O que você acho que é o seu propósito?
Michael: Oh, cara, acho que é dar o melhor que eu posso através das canções, através da dança, através da música. (...) Eu acredito que toda arte é o ultimo laço de união entre o material e o espiritual, entre o humano e o divino. Acredito que esta seja a maior razão pra existência da arte.
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