sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Entrevista com o diretor de Thriller e Black or White


TRECHO DE ENTREVISTA COM JOHN LANDIS EM QUE ELE FALA SOBRE MICHAEL E COMO ERA TRABALHAR COM ELE:

Como é que chegou à realização do teledisco de Thriller, em 1983?

Porque o Michael Jackson queria transformar-se num monstro. Estava fascinado com a ideia de metamorfose e com o trabalho do Rick Baker, o mestre de efeitos especiais de criaturas. E basicamente, queria virar um monstro na tela. O Michael era, na altura, a maior estrela do mundo, e eu queria aproveitar essa celebridade para fazer uma curta-metragem para o cinema.

Então a ideia inicial era que Thriller não fosse um teledisco, mas sim uma "curta".

Exactamente. E chegou a passar no cinema nos EUA, embora apenas por três semanas. Mas fez tanto, tanto dinheiro, que os produtores, a CBS Records, perceberam o seu impacto e mandaram-no para a televisão. Com todo o sucesso que conhecemos, e o consequente efeito no formato dos telediscos. E nada disto foi planejado, não foi a ideia brilhante de ninguém. Tudo sucedeu apenas porque o Michael queria interpretar um monstro.

Como foi trabalhar com o Michael Jackson nessa altura?

Gostei muito. Foi como lidar com um génio de dez anos. Profundamente traumatizado. O pai dele é um porco - pode citar-me -, um homem horrível, odeio-o. Para ele, a morte do Michael é um negócio. Ele não lhe falava há anos. E a mãe, que é testemunha de Jeová devota, nunca o irá contrariar. O tipo é um gangster, espancava os filhos à bruta.

O Michael Jackson que dirigiu mais tarde no teledisco de Black or White, em 1991, era muito diferente do de Thriller?

Era a mesma pessoa. Só que o Thriller é "meu" e o Black or White é dele. Eu gostava muito, muito do Michael. Mas era uma pessoa muito perturbada. Era damaged goods. Aliás, seria impossível para qualquer pessoa sobreviver a um tal grau de celebridade. Ele nunca soube o que era uma vida normal, desde os oito anos que trabalhava no duro. Eu conheci muita gente famosa, o Elvis, os Beatles, os Rolling Stones, o Frank Sinatra, mas estar com o Michael no auge da fama de Thriller era como estar com Jesus Cristo. Lembra-se de quando o John Lennon disse que os Beatles eram mais conhecidos que Jesus? Eu compreendo-o perfeitamente, porque as pessoas enlouqueciam quando viam o Michael. E não só as raparigas. Vi homens adultos, polícias, desatarem a berrar como loucos. E ver dez mil pessoas nesse estado é muito estranho. É assustador.

Que impressão é que ele lhe deixou?

O Michael era louco, mas não era má pessoa. Eu gostava muito dele. E vê-lo ao vivo era uma experiência única. Era uma pessoa muito frágil, quase transparente, mas no palco explodia como uma bomba de neutrões. Ele foi a única verdadeira superestrela internacional.


Link pra reportagem inteira:




OBSERVAÇÕES MINHAS:

*Esse texto está traduzido e escrito de uma maneira diferente da maneira como falamos no Brasil porque é de um site português (John Landis estava - ou está - lá). Observem o termo "raparigas", que em Portugal quer dizer "moças" e aqui no Brasil significa prostituta. Meu avô, que era português, certa vez chamou uma amiga da minha mãe de rapariga e ela ficou profundamente ofendida! rsrsrs Minha mãe teve que explicar pra ela que em Portugal certas palavras têm outro significado!

*John Landis que me desculpe, mas "Thriller" não é dele coisa nenhuma! É do Michael, assim como "Black or White"! Afinal não foi idéia do Michael? O próprio Landis não disse aí que o Michael queria "virar um monstro"? Então, a idéia foi do Michael, "Thriller" é dele e fim de papo.

3 comentários:

  1. Olá Elisa,
    mais uma vez assino embaixo nas suas colocações... Essa afirmação de que "o thriller é meu e o black or white é do Michael" foi o fim... Além de ser óbvio que o Thriller é do MJ tb, já vi mil e uma reportagens sobre o Michael, sempre falando como era sua postura quando da criação de uma música ou clipe, tudo sempre saía como Michael queria, e não outra pessoa...
    É aquela história, quando o filho é bonito sempre aparece alguém querendo ser pai... Se o Thriller tivesse sido um fiasco, esse cara jamais diria isso mesmo se fosse ele o idealizador e criador de tudo...
    Até porque, naquela biografia tem dizendo que muitos pensaram que o Thriller (álbum) não teria uma saída muito boa, que não chegaria a superar o Off The Wall e, praticamente, só Michael - idealizador de tudo aquilo - acreditava no álbum... Aih vem esse cara dizendo que o "filho" é dele... Cá pra nós... Parece os "pais" dos filhos do Michael que "apareceram" ultimamente... kkkkkkk

    Bjo grande Elisa...

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  2. Pois é, Marília!
    Todo mundo quer mesmo ser pai dos filhos de Michael mesmo qdo esses "filhos" são suas obras de arte! Isso aconteceu tb com o passo moonwalk! rsrsrs
    Ok, ok... nos créditos do clipe de Thriller, aparece "escrito por John Landis e Michael Jackson", mas creio q Michael quis apenas ser educado com John pq todo mundo sabe mtooo bem q a idéia foi do Michael (o próprio Landis confirma isso nesta entrevista!). Foi Michael q quis "virar monstro", foi Michael q teve todo o conceito pra "Thriller"! Aliás, um dos poucos (provavelmente o único) clipe cujo conceito não foi de Michael, a idéia não foi dele (e ele nem gostou tanto assim) foi o de Billie Jean!
    Chega de tanos "pais", né?
    Bjooooooo!!!!

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  3. não gostei dessa de ele dizer que o michael era um louco!
    "o michael era louco mais não era má pessoa"
    isso de que ele não era má pessoa ele não precisava nem falar pq todos ja sabem, e muito pelo contrario, ele era um ser humano unico, sem igual, evoluido espiritualmente, uma das pessoas mais puras, boas, e inocentes que eu ja vi na historia da humanidade!
    pq da a impressão q ele ta querendo dizer que michael não era... sei lá....acho q vcs vão entender oq eu estou querendo dizer!
    e louco tenho certeza q o michael nunca foi!

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